
A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a demanda por petróleo entre em declínio em 2028, com o crescimento anual da demanda passando de 2,4 milhões de bpd para 400 mil de bpd. No caso do transporte, a retração vai começar em 2026 com o fortalecimento dos biocombustíveis e veículos elétricos.
A transição para a economia de baixo carbono irá acelerar investimentos em tecnologias sustentáveis e reduzirá a demanda global por combustíveis fósseis. De acordo com o diretor-executivo da agência, Fatih Birol, os produtores de petróleo precisam estar atentos às mudanças e equilibrar as decisões para conseguir uma transição ordenada.
No médio prazo, deve ocorrer um aumento da capacidade de oferta global de 5,1 milhões de bp até 2028, com liderança dos Estados Unidos, Brasil e Guiana. Já Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iraque vão liderar o aumento da oferta dentro da OPEP+, enquanto países africano e asiáticos enfrentarão declínio contínuo.
Demanda chinesa
Segundo a AIE, a demanda chinesa deve desacelerar a partir do próximo ano, mas o crescente consumo das economias emergentes podem compensar o cenário. Mesmo com a previsão de queda, o documento espera um aumento de 6% na demanda global entre 2022 e 2028. Os volumes devem chegar a níveis de 105,7 milhões milhões de bpd, com o grande consumo de setores petroquímicos e da aviação civil.
Em relação aos investimentos, a expectativa é de US$ 528 bilhões no upstream ainda este ano, alta de 11% frente a 2022.
Fonte: Revista Portos e Navios