Envolvendo investimentos privados que podem chegar a R$ 37,4 bilhões até 2018, o PIL Portos, programa logístico do setor portuário vem sendo discutido por muitos especialistas do setor envolvendo diversos temas relativos.
Segundo o ministro-chefe da SEP (Secretaria Especial de Portos), Edinho Araújo, o Brasil precisa desses investimentos privados neste momento de ajustes. “O setor portuário pode ser uma das molas para impulsionar nossa economia na direção do crescimento”. Araújo disse ainda estar otimista com a possibilidade de finalizar algumas licitações ainda este ano e manifestou confiança de que o setor portuário dará resposta imediata ao programa de investimentos em logística, por conta da demanda altamente aquecida. Ele também comentou que os gargalos nos acessos a portos, como o de Santos, e a dragagem dos canais de acesso estão no centro das preocupações da Secretaria de Portos e do Governo Federal.
“Não adianta termos um porto moderno sem a qualidade de acessos terrestres e marítimo. Necessitamos conjugar os modais rodoviário, ferroviário e aquaviário para buscar a eficiência necessária”, afirmou.
O ministro fez ainda um balanço da nova lei de portos, detalhando os investimentos previstos nos três pilares do programa: autorizações de novos terminais de uso privado, licitação de novos arrendamentos em portos públicos e renovações antecipadas de contratos por vencer em curto prazo. Segundo o ministro, a expectativa é de que os arrendamentos atraiam recursos de R$ 11,7 bilhões, a instalação de novos terminais de uso privado cerca de R$ 15 bilhões e as renovações antecipadas de contratos outros R$ 10,8 bilhões. “São investimentos que irão revolucionar o sistema portuário brasileiro, ampliando, modernizando e tornando mais eficientes os portos públicos e privados”, destacou.
Para isso, licitações de novas áreas em portos organizados devem ser disparadas ainda este ano e no primeiro semestre de 2016. “Decidimos licitar inicialmente os terminais que têm grande atratividade e maior demanda para o mercado privado, áreas sem conflito e que deverão receber alto volume de investimentos”, explicou o ministro.