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Clippings - 20/07/23

Pitu Oeste está no foco da Petrobras

Navio-sonda ODN II, do grupo Foresea

O campo de Pitu Oeste pode ser o primeiro grande teste da Petrobras em águas profundas da margem equatorial brasileira. Localizada na Bacia Potiguar, a área já tem sonda contratada e aguarda apenas licenciamento ambiental do Ibama para que seja perfurado novo poço. As primeiras análises geológicas sugerem características semelhantes às de reservatórios da Guiana.

Na empresa, a convicção é de que em Pitu Oeste, ao contrário do que aconteceu na Foz do Amazonas, não será exigida a realização de uma Análise Ambiental de Área (AAA). Essa foi uma das principais exigências que levou o Ibama a negar a perfuração do primeiro poço em águas profundas da Foz do Amazonas.

“Está no planejamento um investimento significativo na Margem Equatorial, começando pelo Amapá. O segundo poço será em Pitu Oeste, na Bacia Potiguar”, afirmou o diretor de Exploração e Produção, Joelson Mendes, em encontro com a imprensa, nesta quarta-feira, 19. “Pitu talvez seja um dos focos, como a Margem Equatorial e o pré-sal”, complementou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

A Petrobras, no entanto, dá como certo que o órgão ambiental vai autorizar a exploração da Foz do Amazonas. Um dos argumentos é de que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu não ser necessário cobrar a realização de AAAs para áreas já leiloadas.

A Margem Equatorial é importante para que a Petrobras evite a queda da produção a partir de 2032, quando os reservatórios de pré-sal da estatal começarem a entrar em declínio. Para isso, será preciso iniciar a exploração de novas áreas até 2028.

As descobertas poderão vir também de outras regiões, como a partir de novas descobertas no pré-sal. Não falta orçamento para isso. A Petrobras reservou US$ 3 bilhões para explorar a Margem Equatorial, e mais US$ 3 bilhões para outras áreas.

No encontro com a imprensa, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, ainda negou qualquer desentendimento com o Ibama ou com o Ministério de Meio Ambiente. Ele também disse não estar no radar levar o tema à Justiça. “Da nossa parte, o que nos cabe é atender a todos os requerimentos. O respeito é máximo e total à ministra (do Meio Ambiente, Marina Silva) e ao Ibama. Vamos aguardar”, disse Prates.

A Petrobras ainda avalia atuar em outros países, inclusive na Margem Equatorial. Segundo o presidente da companhia, a ideia é buscar oportunidades de investimento na Guiana e em outros países da América Latina e Costa Oeste da África. “Mas essas são oportunidades diferentes, analisadas em tempo e condições diferentes”, ressaltou Prates.

Ele citou especificamente a Venezuela, Surinamente e Trindade e Tobago como sendo países com boas perspectivas. A Argentina e a Bolívia são consideradas opções em gás natural.

Na Colômbia, a Petrobras se prepara para desenvolver o bloco de Tayrona, operado por ela ao lado da Ecopetrol. A companhia descobriu uma acumulação na área no ano passado.

A visão de Prates, no entanto, é de que o atual momento do setor petrolífero não é de apostar em qualquer área. A visão é “cirúrgica”, segundo ele. “Todas as empresas de petróleo estão nessa toada. O portfólio futuro é multidimensional. O que não quer dizer que vamos abandonar o petróleo”, afirmou.

Fonte: Revista Brasil Energia