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Clippings - 11/12/13

Plano de aviação regional anima Boeing

A Boeing vê no plano de aviação regional do governo federal uma oportunidade de negócios no Brasil. A afirmação foi feita ontem pela presidente da empresa no país, Donna Hrinak, que participou do Clinton Global Initiative.

Estamos conversando com a Secretaria e Aviação Civil para saber como a empresa pode contribuir para o desenvolvimento dos aeroportos regionais, afirmou a executiva. A Boeing tem serviços de consultoria para o desenvolvimento de aeroportos em áreas como segurança, uso eficiente do espaço aéreo e meio ambiente.

O objetivo da cooperação com o governo seria contribuir para desenhar o sistema de aeroportos regionais com o objetivo de reduzir os custos das empresas aéreas. Donna lembrou que a Boeing não produz aeronaves comerciais com menos de 120 lugares, exatamente os modelos que atendem os aeroportos de menor porte da aviação regional.

Não temos aviões mais compactos, nossos aviões começam com 125 lugares. A Embraer, nosso grande parceiro aqui, ocupa o espaço de aviões menores [no mercado], disse. Não estamos falando somente de aeronaves. Falamos de espaço aéreo, de ecologia aérea. Tudo tem que caminhar junto para o uso eficiente do espaço aéreo.

Para ela, o mercado brasileiro tornou-se mais atraente para a Boeing pois o governo considera o setor aeroespacial como uma prioridade. Isso tem sido uma prioridade do governo, então há mais oportunidades.

A executiva frisou o interesse em colaborar com o governo em outras áreas, como a busca de fornecedores locais. A Boeing abriu escritório no Brasil com esse objetivo em atendimento às demandas do governo no âmbito do Plano Brasil Maior. Até o momento, a Boeing identificou 28 empresas, mas ainda não assinou nenhum novo contrato com fornecedores locais.

Já temos 28 empresas identificadas que podem ser fornecedores diretas da Boeing ou para os nossos fornecedores grandes, disse. Estamos colaborando com a indústria brasileira. Temos parcerias com a Embraer, mas o papel da Boeing e a maneira como estamos respondendo às necessidades do governo é precisamente criar cadeia de fornecedores aqui no Brasil para a indústria lá fora e trabalhar com boas empresas brasileiras na nossa área.

Sobre o projeto FX-2, que prevê a compra de 36 caças para a Força Aérea, a executiva não arriscou uma previsão para a definição do governo e nem se espera a conclusão das negociações durante o atual governo. A compra inicialmente esperada para este ano foi adiada por influência do escândalo de espionagem envolvendo a NSA, agência americana de inteligência. O governo vai tomar a decisão quando for certo. É decisão da presidente Dilma [Rousseff].

Donna disse ainda que a Boeing não deve perder a liderança no mercado latino americano de aeronaves comerciais no médio prazo. Segundo ela, a empresa deve recuperar a liderança de vendas na região com os lançamentos das aeronaves 737 MAX e 787 Dreamliner.

Embora a rival europeia Airbus venha ganhando espaço no mercado do continente ao longo da última década, de acordo com a executiva, o avanço da arquirrival na região não assusta. Para Donna, a recente escalada das vendas da Airbus no continente deveu-se ao fato de a concorrente ter entregue seu A320NEO em 2010, antes de a Boeing concluir o desenvolvimento do 737 MAX.

Agora que temos o MAX e o estamos promovendo fortemente e temos o 787 entrando no mercado também, vamos manter nosso ’market-share’ sem problemas, disse Donna. Temos previsão para os próximos 20 anos. Será acima de 50%, projetou.

Donna evitou fazer projeções para o crescimento do setor aéreo brasileiro em 2014. A empresa fará ao menos uma grande entrega no Brasil nos próximos anos: no ano passado, a Gol anunciou a encomenda de 60 Boeings 737 MAX por US$ 6 bilhões. De acordo com a executiva, as aeronaves serão entregues a partir de 2017. E a TAM também tem de receber mais aviões 777, mas os números eu desconheço, na verdade, afirmou.