A ANP aprovou o plano de exploração da Shell na área de Alto de Cabo Frio Oeste, no pré-sal da Bacia de Santos. A petroleira informou à BE Petróleo que planeja perfurar, neste ano, um poço exploratório no ativo, adquirido na terceira rodada de partilha de produção, em 2017.
As expectativas da empresa para o Brasil são as positivas. Em conferência com analistas na quinta-feira (31/01), o CEO da Shell, Ben van Beurden, afirmou que está disposto a assumir mais riscos no país.
“O Brasil está entre os três principais países mais importantes para nós em termos de valor e fluxo de caixa. Estamos extremamente felizes com nossa posição”, disse Beurden.
O executivo ressaltou que a agenda do novo presidente, Jair Bolsonaro, e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, é favorável à indústria. Um encontro entre eles está marcado para março.

Portifólio
A Shell vem apostando fortemente nos ativos do pré-sal, tendo arrematado blocos em todas as cinco rodadas dos leilões de partilha da produção.
A anglo-holandesa é operadora das áreas de Sul de Gato do Mato (80%), Alto de Cabo Frio Oeste (55%) e em Saturno (50%) e tem participação nos campos de Lula, Sapinhoá, Lapa, Berbigão, Sururu e Atapú Oeste.
Na Bacia de Campos, a Shell é operadora dos campos de Ostra, Abalone, Argonauta, que forma o Parque das Conchas, e dos campos de Bijupirá e Salema.
Resultado financeiro
Em 2018, a Shell registrou lucro líquido de US$ 23,35 bilhões, aumento de 80% em relação ao ano anterior. A receita anual foi de US$ 396,6 bilhões, crescimento de 27% na mesma base de comparação. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de US$ 5,6 bilhões (+ 47%) e o faturamento, de US$ 104,6 bilhões (+ 18,7%).