A Petrobras está avaliando a retirada de plataformas antigas e com capacidade ociosa na Bacia de Campos, para reduzir os custos de produção. A estratégia já está em curso em Marlim Sul, de onde saiu o FPSO de mesmo nome, afretado da SBM, e em águas rasas na bacia, com o descomissionamento da P-12.
No caso de Marlim Sul, o afretamento não foi renovado porque as empresas não chegaram a um “bom termo para o contrato”, segundo afirmou nesta quinta-feira (29/1), durante conferência com analistas, o diretor de E&P da Petrobras, José Formigli.
O plano da Petrobras, agora é conectar os poços do FPSO Marlim Sul a outras unidades, o que deve elevar a produção a partir do segundo semestre deste ano. No fim de 2014, a unidade produziu 27 mil barris/dia de uma capacidade total de 100 mil barris/dia.
Ao todo, cinco plataformas compõem o sistema de Marlim Sul: P-38, P-40, P-51 e P-56 e o FPSO Marlim Sul. Juntas, elas têm capacidade para produzir 577 mil barris/dia e 20,3 milhões de m³/dia de gás natural, mas em novembro do ano passado, a produção total foi de 206 mil barris/dia e 3,3 milhões de m³/dia de gás natural.
Marlim
De acordo com Formigli, o plano de revitalização de Marlim, que prevê a entrada em operação de duas plataformas entre 2018 e 2020 também pode absorver a produção de poços conectados a plataformas atualmente.
O sistema do campo tem sete plataformas, originalmente, com capacidade para processar 770 mil barris/dia, mas atualmente, produzem juntas cerca de 190 mil barris/dia de petróleo e 240 mil barris/dia de água.
O executivo da ANP também revelou que a companhia vai retirar a plataforma P-12, interligada aos campos de Badejo, Bicudo, Linguado e Trilha, em água rasas na porção sul da Bacia de Campos. Formigli não detalhou o projeto, mas voltar a produzir nas áreas por meio de outra plataforma. A P-12 produz 1,8 mil barris/dia, interligada a nove poços.