O PLSV Seven Waves, especializado no lançamento de linhas submarinas, deve retornar ao Brasil no terceiro trimestre deste ano. Contratada pela Petrobras até 2019, a embarcação da Subsea 7 sofreu um incêndio em 2015 e passa por reparos na Holanda desde então.
A Subsea 7 é proprietária de outros sete PLSVs contratados pela Petrobras: Seven Condor, Seven Seas, Kommandor 3000, Seven Rio, Seven Sun, Seven Cruzeiro e Seven Phoenix.
A última embarcação, que tem contrato até julho de 2018 com a petroleira, chegou a ficar dois meses parada devido a um bloqueio provocado pelo Skandi Niterói, da Dofcon (consórcio entre TechnipFMC e DOF), que possui bandeira brasileira.
“Eu gostaria de poder dizer que o risco de bloqueios no Brasil não existe, mas não acho que posso afirmar isso”, comentou o COO da Subsea 7, John Evans, durante conferência com analistas, no fim de abril. “Estamos trabalhando no Phoenix, mas, sempre que chegamos ao momento de renovar nossa autorização no Brasil, existe essa possibilidade”, admitiu o executivo.
Em janeiro, outro barco da Dofcon, o Skandi Vitória, bloqueou o Seven Mar, da Subsea 7, que acabou descontratado pela Petrobras, gerando baixa de US$ 106 milhões no backlog da empresa.
Por outro lado, em relação aos barcos construídos mais recentemente, como o Seven Cruzeiro, a Subsea 7 se mostra confiante de que não haverá bloqueios.
“Não estamos preocupados com os new-builds, que têm especificações mais altas e não podem ser substituídos por barcos brasileiros”, afirmou o CEO da empresa, Jean Cahuzac.