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Clippings - 20/09/18

Poço da Ouro Preto resulta seco

Primeiro poço na Bacia do Parnaíba não encontra indício de gás, mas petroleira já programa segunda perfuração

A Ouro Preto inicia na primeira semana de outubro a perfuração de um poço exploratório no bloco PN-T-114 na Bacia do Parnaíba, no estado do Maranhão. A perfuração integra a campanha da petroleira na região que teve início em agosto com um poço no bloco PN-T-137, concluído na semana passada sem apresentar qualquer indício de gás.

A nova perfuração será feita em estrutura geológica semelhante à perfurada pela Parnaíba Gás Natural, localizada na parte central. O poço que resultou seco foi perfurado na borda da estrutura geológica do bloco PN-T-137 e atingiu a profundidade final de 2,19 mil m.

Programado para consumir cerca de 30 dias,o segundo poço será perfurado no município de Formosa da Serra Negra e atingirá a profundidade final de 2,5 mil m. A campanha no Parnaíba está sendo executada pela QG-2, da Queiroz Galvão Óleo & Gás, já em processo de transferência para a nova locação.

Diante do resultado da campanha de estreia, a Ouro Preto irá reavaliar os dados coletados pelo poço perfurado no PN-T-137, antes de definir os próximos passos. O plano original previa a perfuração de um poço na área do PN-T-165, localizado no Piauí, mas a tendência é de que o programa de trabalho seja finalizado após a conclusão da perfuração no PN-T-137.

A possível mudança de plano tem relação com o fato de a perfuração no PN-T-165 ter sido planejada para a borda da formação geológica, seguindo o mesmo modelo do primeiro poço que acabou resultando seco. Na prática, o modelo geológico projetado pela Ouro Preto não se confirmou, o que força a petroleira a rever seus planos.

Térmica de 300 MW nos planos

O programa de trabalho da petroleira previa a perfuração do terceiro poço entre o fim de novembro e o início de dezembro. O plano era de que o poço atingisse a profundidade de 2 mil m.

A alteração da campanha, mesmo se confirmada, não irá impactar o programa exploratório mínimo acordado com a ANP. A Ouro Preto já cumpriu com as exigências e a perfuração dos poços marca uma antecipação de compromisso.

Apostando na existência de gás nos três blocos, a Ouro Preto planejava instalar um projeto no modelo reservoir-to-wire, com a construção de três térmicas de 300 MW, cada, com investimento total estimado em US$ 900 milhões e início de operação a partir de 2023.

Fonte: Revista Brasil Energia