A Polarcus concluiu uma campanha multi-cliente que vinha realizando no Brasil durante o primeiro trimestre de 2017. A companhia afirmou que acredita que o levantamento brasileiro tem um potencial de vendas limitado e, inclusive, já amortizou os custos do projeto, mas não divulgou a região onde o levantamento foi feito.
Com isso, no momento a companhia não tem mais nenhuma embarcação no país. Até fevereiro de 2017 a embarcação Polarcus Adira ainda estava no Brasil, mas no momento a unidade está na Guiana. No ano passado, a embarcação foi responsável por uma campanha para a Petrobras na Bacia de Santos.
Nos três primeiros meses do ano, a utilização global da frota da companhia ficou em 72%, diminuição em relação aos 79% registrados na mesma época em 2016. A expectativa é que no segundo trimestre o índice suba para 75%.
“Os níveis de preço para os serviços de sísmica continuam baixos apesar de alguns desenvolvimentos positivos nas atividades de leilões, que aumentaram em relação ao ano passado”, comentou Duncan Eley, CEO da companhia.
Durante o primeiro trimestre de 2017, a Polarcus registrou prejuízo de US$ 38 milhões, frente aos ganhos de US$ 146 milhões do mesmo perãodo em 2016. O faturamento entre janeiro e março totalizou US$ 47,2 milhões, diminuição de 26% na comparação com a receita de US$ 63,7 milhões dos meses no ano passado.
Atualmente, a companhia tem autorização da ANP para realizar a aquisição e processamento de dados 3D nas bacias costeiras das margens sul, sudeste e leste do Brasil até 17 de maio de 2018. A campanha não exclusiva inclui as bacias de Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo, Mucuri, Cumuruxatiba, Jequitinhonha, Camamu-Almada, Jacuípe e Sergipe-Alagoas.