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Clippings - 13/10/21

Polo Bahia tem preferencial bider

Divulgação Petrobras

O resultado da primeira etapa do desinvestimento do Polo Bahia, ativo que contempla 28 campos onshore e toda infraestrutura de escoamento e tratamento primário de petróleo e gás natural, localizados nas bacias do Recôncavo e Tucano, será anunciado pela Petrobras nos próximos dias. Especulações recentes de mercado apontam que o grupo Aguila Capital deverá ser anunciado como preferencial bider do processo, com proposta de US$ 1,9 bilhão.

Segundo apuração do PetróleoHoje, o desinvestimento do Polo Bahia atraiu o interesse de pelo menos outras cinco empresas, motivadas pelas perspectivas de produção dos ativos pela possibilidade de compra do óleo pelo grupo Mubadala, que adquiriu a Refinaria Landulfo Alves (Rlam) no programa de desinvestimento da Petrobras. Entre as petroleiras que apresentaram propostas vinculantes estão a PetroReconcavo, Petroborn e 3R Petroleum.

Os valores ofertados oscilaram entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,9 bilhão. A fase de proposta vinculante do Polo Bahia foi iniciada em março, sendo que as ofertas foram entregues há quase dois meses. 

A escolha preliminar da Aguila Capital como preferencial bider não é confirmada formalmente pela Petrobras, embora os rumores, sobretudo entre os bancos, sejam cada vez mais fortes. As primeiras informações dando conta de que o grupo investidor teria apresentado a melhor proposta surgiram há cerca de duas semanas, sendo que inicialmente havia rumor de um possível rebid. Algumas empresas já foram informadas que estão fora do processo.

Se confirmada a escolha da Aguila Capital como preferencial bider, esse poderá vir a ser o primeiro negócio do grupo não apenas no processo de desinvestimento da Petrobras, como no segmento de óleo e gás. Caso seja selecionado, o grupo investidor e a petroleira darão início ao processo de negociação direta dos termos e condições dos contratos de compra e venda.

A investida da Aguila Capital no segmento de petróleo foi apoiada por Blener Mayhew, managing partner do grupo. O executivo atuou por seis anos no board da PetroRio, respondendo por diversas áreas da petroleira, dentre as quais a vice-presidência.

O Polo Bahia inclui os campos de  Araçás, Buracica, Canário da Terra, Canário da Terra Sul, Cantagalo, Cidade de Entre Rios, Fazenda Alvorada, Fazenda Azevedo, Fazenda Bálsamo, Fazenda Boa Esperança, Fazenda Imbé, Fazenda Panelas, Guritã, Guritã Sul, Jandaia, Lamarão, Leodório, Malombê, Mandacaru, Massapê, Riacho da Barra, Riacho Ouricuri, Rio da Serra, Rio do Bu, Rio Itariri, Rio Sauípe, Tangará e Taquipe.

A produção média total do ativo gira em torno de 14,3 mil barris/dia de óleo e 642,6 mil m³/dia de gás. Além dos campos, o complexo contempla 19 estações coletoras, 12 pontos de coleta, duas estações de tratamento de óleo, seis estações coletoras e compressoras e quatro estações de injeção de água. 

Também estão incluídos dois parques de estocagem e movimentação de petróleo (Parque Recife e Parque São Sebastião) com toda a infraestrutura de recebimento, armazenamento e escoamento do petróleo para a Rlam. O negócio contempla ainda a UPGN de Catu, capacitada para processar até 2 milhões de m³/dia de gás. 

O desinvestimento do Polo Bahia é coordenado pelo J.P. Morgan. O teaser da operação foi lançado em novembro de 2020.

Fonte: Revista Brasil Energia