unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 06/01/14

Polo Naval de Manaus sofre para sair do papel

MANAUS – O principal projeto alternativo à Zona Franca de Manaus emperra há dois anos no custo Amazonas: entraves ambientais e falta de logística e de infraestrutura.

O plano do Polo Naval, complexo de portos e estaleiros às margens do rio Amazonas, está em elaboração desde o início de 2012 e visa instalar até 2030 um complexo anexo à zona franca. É o terceiro estudo desde 1994 –nenhum saiu do papel.

O objetivo, segundo o sindicato da indústria da construção naval do Estado, é usar uma área de quase 40 km para gerar 11 mil empregos e movimentar R$ 20 bilhões ao ano –cerca de 25% da receita da zona franca em 2013.

O setor naval no Amazonas emprega 2.000 pessoas, tem 37 estaleiros de pequeno porte e frota de 50 mil barcos.

Manaus tem a segunda indústria naval brasileira, atrás apenas da do Rio de Janeiro. Mas precisamos de logística, que é o nosso grande gargalo, diz o secretário de Planejamento, Airton Claudino.

Investidores estrangeiros já demonstraram interesse em atuar no local, mas esbarram na burocracia.

Um grupo de empresas americanas e sul-africanas, por exemplo, levou proposta de repassar US$ 1 bilhão imediatamente ao Estado para explorar uma área. Até hoje, não obteve resposta.

Tem que ter critério [para conceder área a grupos estrangeiros]. Não se faz um polo naval sem a certeza de uma âncora, uma empresa forte, afirma o governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD).

(Folhapress)