unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 02/04/14

Porto alavanca aceleração logística no Pernambuco

Brasil Econômico – 31/03/2014

Empresas que se instalaram na região vão começar suas atividades no Cone Suape, que vai dobrar de tamanho

O incremento da atividade industrial em Pernambuco, que nos próximos anos contará, entre outras iniciativas, com a inauguração da fábrica da Fiat e da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, reforça os preparativos da região para a construção de uma malha logística capaz de dar suporte às operações refletidas no Porto de Suape, hoje oitavo maior centro de movimentação de cargas marítimas do Brasil.

Se para os próximos dez anos, o Porto se prepara para saltar para a terceira posição no ranking de entradas e saídas de contêineres e pro -dutos a granel, o Cone Suape, empreendimento da Moura Debuxo Engenharia, antecipa para 2014 o plano de 2020 para dobrar o tamanho da área destinada às empresas e operadores logísticos que apostam na consolidação de um grande pólo industrial do Nordeste.

Isso porque com a chegada das empresas Magnetti Marelli (subsidiária da Fiat), Martin Brower (fornecedora de McDonalds e Subway) e Pão de Açúcar (centro de logística), que começam a operar até o segundo semestre, já são 40 as companhias instaladas no local. A previsão da administração do complexo, responsável pela infraestrutura e construção dos galpões,é de que o Cone Sua-pe atinja neste ano, considerando o projeto inicial, 60% de ocupação. Lançado em 2010 com uma área projetada de um milhão de metros quadrados no Cabo de Santo Agostinho, o local está a 30 quilômetros de Recife e a 20 km da zona portuária.

A rápida ocupação acelerou o lançamento da segunda fase, que terá outro milhão de metros quadrados. Do jeito que vai, em 2021 vamos preencher tudo. A cada ano a demanda começa a ficar maior. Não podemos parar, diz Fernando Perez, diretor de negócios do Cone Suape. Com as licenças ambientais para a exploração da nova área concedidas no fim do anopassado, cabe aosempreende-dores apenas iniciar a prospecção. No total das duas áreas serão investidos cerca de R$ 3 bilhões.

Com contratos que vão de 5 a 40 anos, a construção dos galpões é de responsabilidade do próprio Cone, mas considera as necessida-
des do interessado. O espaço então é arredado para a utilização.

Do orçamento, R$ 350 milhões começam a ser aplicados neste ano para a infraestrutura de serviços e soluções, obras que devem ser concluídas até 2016. Está prevista a construção de dois hotéis, um centro de convenções, um mini shopping, um restaurante, prédio administrativo e estacionamento para 3 mil veículos. Em paralelo, a Moura Dubeux também lidera um projeto, já em execução, para uma cidade planejada com capacidade para 25 mil moradias. As primeiras unidades, entre casas e edifícios, serão entregues em dois anos.

O que acontece no Cone está em simbiose com a atividade portuária. O porto precisa de suporte para que a demanda seja escoada. Ainda é um reflexo indireto, porque só agora é que os equipamentos das empresas que estão instaladas ali vão começar a entrar em operação, mas já ganhamos em eficiência, uma vez que lá tem espaço para alocar contêineres, acrescen-taJaime Alheiros, diretor de planejamento e urbanismo do Complexo Industrial Portuário de Suape.