
O Porto Central assinou Memorando de Entendimentos (MoU, na sigla em inglês) com a M.A.R.S. Europe A/S, subsidiária europeia da M.A.R.S. Inc, para estudar a viabilidade de implantação de um estaleiro de reciclagem e descomissionamento de navios no novo porto, segundo comunicado divulgado pelo porto na terça-feira (28).
A parceria visa realizar pesquisas aprofundadas para apurar a viabilidade e os potenciais benefícios de um projeto desse tipo no Sul capixaba, “reforçando um compromisso com práticas sustentáveis e desenvolvimento econômico”, segundo o Porto Central.
Adicionalmente, o porto afirma que o projeto proposto oferece inúmeros benefícios para a comunidade local, economia e meio ambiente. “Isso porque, além da estrutura em si, o projeto contempla instalações, serviços e programas de envolvimento comunitário relacionados”, afirma, segundo o comunicado.
O Porto Central será um complexo industrial portuário privado multipropósito desenvolvido pela “Porto Central Complexo Industrial Portuário S.A.”, controlada pela TPK Logística S/A. A infraestrutura do complexo portuário visa atender a terminais e indústrias dos mais diversos setores de negócios, como O&G, granéis líquidos, energia, apoio offshore e outros.
O empreendimento receberá embarcações com calado de até 25 metros, podendo acomodar os maiores navios do mundo e movimentar diversos tipos de carga. O porto será implantado em fases no município de Presidente Kennedy (ES), “de acordo com as demandas do mercado e necessidades dos nossos clientes”, segundo o site do Porto Central.
Já a M.A.R.S. Inc, sigla para Modern American Recycling Services Europe, é a maior fornecedora de desmantelamento de barcaças e de descomissionamento offshore dos EUA. Recentemente, a empresa ampliou seu escopo de serviços com a aquisição de um estaleiro que fornece reparos, conversões e inspeções em todos os tipos de embarcações, incluindo navios-tanque, dragas, ATBs, rebocadores, barcaças e outros.
O FPSO Capixaba, por exemplo, foi destinado ao estaleiro M.A.R.S., na Dinamarca, para um processo de reciclagem sustentável. A plataforma da SBM Offshore operava no campo de Cachalote, na porção norte da Bacia de Campos.
Fonte: Revista Brasil Energia