A construção do Porto Central, em Presidente Kennedy (ES), deve ser iniciada em 2016. O empreendimento, que realizará operações de movimentação de petróleo e derivados, manutenção e reparo naval e serviços de apoio offshore, recebeu licença prévia do Ibama no final do ano passado, e a expectativa é que a licença de instalação seja emitida ainda este ano.
O analista de projetos Alberto J. de Barros explica que o porto, fruto de uma joint venture entre a capixaba TPK Logística S/A e o Port of Rotterdam, será construído por etapas, à medida que houver demanda. “É um projeto para atingir seu pleno potencial em longo prazo, mas que poderá já começar a operar em 2018, com profundidade menor, de 10 a 14 metros, atendendo a supply boats, contêineres, carvão e grãos”, observa.
A base de apoio offshore do porto está projetada para ter até 14 berços de atracação. A ideia é arrendar os berços para empresas que prestam serviços de apoio logístico e portuário, essenciais para as atividades de petroleiras – a Petrobras, por exemplo, promove uma licitação para contratar uma base de apoio para a Bacia do Espírito Santo.
O investimento previsto no Porto Central é da ordem de R$ 5,5 bilhões e inclui dragagem, os quebra-mares, paredes de cais, píeres, acessos, áreas comuns e utilidades. Outros R$ 5 bilhões são esperados por parte dos futuros clientes do porto na construção de seus próprios terminais e equipamentos na área, que terá 20 km².