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Clippings - 14/07/23

Porto de Imbituba projeta redução de emissões após adequação do berço 3

Arquivo/Divulgação

SCPAR estima que obras permitirão recepção de navios capesize, aumentando capacidade de transporte e, consequentemente, reduzindo em mais de 30% níveis emitidos por graneleiros, após conclusão das melhorias

O Porto de Imbituba (SC) projeta que a adequação do berço 3 permitirá o recebimento dos novos navios classe capesize e, consequentemente, redução superior a 30% nos níveis de emissões de graneleiros. O presidente do conselho de administração da SCPAR Porto de Imbituba, Marcelo Werner Salles, relatou que o canteiro de obras já está instalado e possibilitará o reforço e aprofundamento, dos atuais 10,30 metros para 15 metros, com 14 metros de calado. Ele explicou que não haverá necessidade de outras intervenções relevantes no canal externo, que tem 17 metros, e na bacia de evolução, atualmente com 15m.

Haverá, porém, necessidade de tornar a bacia de evolução mais elíptica para manobras do navio com menos impacto de ventos. Segundo Werner, os valores dessa dragagem não estão computados, mas não devem ser significativos. Werner acrescentou que a substituição de embarcações Panamax por Capesizes, além de dobrar a capacidade de transporte de 60.000 toneladas para 120.000 toneladas, representa 32% a menos de emissões de particulados no transporte de granéis para o mercado asiático, em linha com o processo de descarbonização que está em curso a nível mundial. A meta da Organização Marítima Internacional (IMO), da qual o Brasil é signatário, prevê redução de 35% até 2030.

O presidente do conselho de administração da SCPAR contou que o governo de Santa Catarina criou um grupo para discutir o projeto de adequação da Baía da Babitonga, que atende o TUP Itapoá e o Porto de São Francisco do Sul. O grupo reúne representantes de do TUP, do Porto de São Francisco do Sul e de outros terminais da baía, com objetivo de encontrar uma forma de equalização econômico-financeira desse investimento, da ordem de R$ 300 milhões.

O governo catarinense pediu a inclusão do projeto da baía no ‘PAC 3’, que o governo federal prevê lançar ainda em julho, e procura alternativas para viabilizar a adequação da Baía da Babitonga no menor prazo possível. Werner, da SCPAR, disse que esse projeto aguarda a licença de instalação para os próximos dias.

Outro destaque é a readequação da 2ª etapa da bacia de evolução de Itajaí, com aprofundamento para 15m e realocação do molhe norte para entrada de navios com 366 metros de comprimento ou maiores. Também existe um pleito junto à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) para viabilizar o aprofundamento para 10,30m de uma hidrovia acima do porto organizado de Itajaí que atende outros cinco TUPs da região.

Para o porto organizado de Laguna, existem dificuldades de acessibilidade da barra. O porto, segundo Werner, opera basicamente com operações pesqueiras e as condições de acessibilidade impedem o recebimento de embarcações maiores que barcos de pesca. “Estão sendo procuradas alternativas. O volume de dragagem no estado é grande”, analisou Werner, na última terça-feira (11), durante painel do fórum Sul Export, em Curitiba (PR).

Fonte: Revista Portos e Navios