A Cattalini Terminais Marítimos, que já tem o maior parque de tancagem para líquidos da América Latina concentrado em um mesmo porto, vai investir R$ 450 milhões para aumentar em 80% a oferta atual de armazenamento: de 380 mil metros cúbicos para 680 mil metros cúbicos. A empresa se prepara para quase duplicar a capacidade de armazenagem de cargas líquidas no porto de Paranaguá até 2017.
Para tanto a empresa irá construir a quarta instalação de tanques, em um terreno de 57 mil m2. A obra será dividida em duas etapas. A primeira fase que é a do projeto executivo terá 140 mil m3 de tanques, está pronto. O cronograma previa o início das obras em julho, mas atrasou por conta do licenciamento ambiental ainda em curso e do projeto de impacto de vizinhança, em análise na prefeitura. O investimento na primeira fase é de R$ 240 milhões, para o qual a Cattalini conta com financiamento do BNDES e de banco privado. A ideia é iniciar a operação em 2015 e, logo em seguida, começar a segunda etapa, que adicionará 160 mil metros cúbicos de tancagem.
A expansão em Paranaguá é uma das três linhas de crescimento da Cattalini que, em alguns momentos, já chega a 100% da capacidade ocupada. A Cattalini foi fundada em Paranaguá há 30 anos. A capacidade estática atual equivale a 54% da oferta para líquidos do porto, que conta ainda com importantes terminais, como o da Transpetro, Vopak, CPA e o terminal público. A estratégia de crescimento prevê incorporar novos produtos e serviços. A intenção é ter um terminal especializado na movimentação de petróleo bruto, carga que a empresa não opera. Neste ano a Cattalini assinou com o grupo holandês VTTI um acordo para tentar entrar nesse segmento.
A terceira frente de expansão é a geográfica. A ideia é participar tanto de concorrências de novos arrendamentos como de projetos “do zero” de portos privados. As áreas de interesse são o Norte, Sul e Sudeste, “especificamente Santos”. Neste ano a companhia desistiu da licitação para arrendar o antigo terminal da Vopak, no porto de Santos. A Cattalini foi declarada vencedora da concorrência em maio de 2012, com ágio de R$ 80,7 milhões para arrendar o terminal. Meses depois o governo publicou a MP dos Portos, que mudou o critério para definir o vencedor da licitação – deixou de ser o maior valor de outorga e passou a ser a maior movimentação com o menor preço.