A previsão da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) é que a movimentação das exportações de milho safrinha e a venda dos estoques da soja entre agosto e outubro seja 71% superior ao do mesmo perãodo do ano passado, atingindo 5,48 milhões de toneladas de grãos no Corredor de Exportação. A expectativa é que mais de 80 navios graneleiros devem carregar no terminal.
Ainda segundo a administração, do total previsto, 1,792 milhão de toneladas ainda é remanescente da safra de soja, 1,595 milhão de toneladas de farelo de soja e 2,092 milhões de toneladas de milho safrinha.
Segundo o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, nos últimos quatro anos foram investidos R$ 511 milhões nos portos do Paraná para suportar este crescimento da demanda na movimentação de produtos pelo porto paranaense.
A combinação das duas safras nas exportações foi provocada pela antecipação da venda do milho safrinha, que ainda está sendo colhido, e a decisão dos produtores de soja de segurar o escoamento, à espera da melhora do preço e do câmbio. Da safra recorde de 16,9 milhões de soja que o Paraná colheu em fevereiro desse ano, 4,1 milhões de toneladas ainda não tinham sido vendidas até o fim de julho, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento. “Capitalizado, o produtor esperou para vender a soja nesse ano. Por isso as exportações começaram a ganhar fôlego no mês passado com a melhora dos preços em reais”, diz Marcelo Garrido, analista do mercado de soja do Deral. Em julho, o preço pago ao produtor pela saca de 60 quilos estava em R$ 61,15, cerca de 8,5% superior ao registrado no mesmo perãodo do ano passado.
A previsão da Appa é que, até 2018, os investimentos nos portos ultrapassem R$ 577 milhões em projetos de infraestrutura, obras de reforma em berços de atracação e ações contínuas de manutenção e dragagem. “Todas as ações são voltadas para atender melhor os clientes e usuários do Porto (importadores e exportadores) com menores custos. Se conseguirmos ser eficazes, certamente vamos aumentar a movimentação de cargas”, finalizou Dividino.