A movimentação de cargas pelo Porto de Santos em 2014 superou importantes marcas, segundo o diretor presidente da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), Angelino Caputo, três recordes mensais foram destaques: em fevereiro (7,7 milhões t), março (10,4 milhões t) e junho (9,8 milhões t).
Também entre os destaques, Caputo ressalta os terminais de contêineres do complexo apresentaram desempenho superior ao dos principais complexos portuários do mundo como Roterdí, na Holanda, e Hamburgo, na Alemanha, ao atingirem a média por hora de 104 movimentos. Além disso, ele destacou o fortalecimento da navegação de cabotagem que teve uma alta na participação do total das cargas transportadas de 10,2% para 12,8%. “Essa performance mostra a tendência do Porto de Santos tornar-se um porto concentrador de cargas”, afirma o presidente.
Para 2015 o cenário se mostra desafiador para o comércio exterior brasileiro, e nesse sentido o Porto de Santos trabalha com três cenários. Um otimista, que projeta 117,2 milhões t, outro realista, com 114 milhões t e o pessimista, com 108,5 milhões t. Considerando as tendências de mercado e levando-se em conta as variações cambiais, o complexo fez um ensaio que oscilou entre essas três perspectivas, resultando na projeção de 112,0 milhões t, com tendência de alta. A Codesp acredita que o complexo santista conseguirá retomar o crescimento verificado em anos anteriores, principalmente por conta do aumento de 2,9% estimado para os embarques, em relação às projeções para 2014. O total estimado para 2015 deverá ficar 1,7% acima do projetado para 2014.
Para os sólidos a granel é estimado um total de 52,6 milhões t, uma alta de 1,2%, enquanto o movimento dos líquidos a granel deve permanecer no mesmo patamar do ano passado, 14,9 milhões t. Já a carga geral deve somar 44,8 milhões t, alta de 2,8%.
A expectativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra 2014/2015 é de novo recorde na produção de grãos, que deverá atingir cerca de 201,6 milhões de t, um acréscimo de 4,2% ante a safra 2013/2014, com destaque para o desempenho da soja. Segundo a mais recente projeção divulgada pela USDA, as exportações brasileiras de soja em 2015 devem permanecer estáveis em relação a 2014, enquanto as de milho deverão cair 9%. Para o açúcar as apostas ainda indicam a persistência das dificuldades no setor, com produção comprometida por problemas climáticos, preços baixos e direcionamento da maior parte da produção para o etanol, visando o abastecimento do mercado interno.