O Porto de São Sebastião foi reconhecido pelos órgãos ambientais como o primeiro da zona costeira a ter Plano de Área para acidentes com óleo. A certificação de aprovação do plano, recém obtida, conta com a participação direta por mais de três anos da Fundação FAT (Fundação de Apoio à Tecnologia). Somente no ano passado, foram realizadas 296 horas de treinamentos para 239 funcionários e colaboradores do porto, além de exercícios práticos simulados de acidentes ambientais. Para 2014, estão programadas outras 17 turmas, um total de 320 horas de treinamento. Estas ações integram o programa de melhoria na gestão ambiental do Porto de São Sebastião, avaliado como o segundo porto do país pelo Índice de IQGAPO (Qualidade de Gestão Ambiental em Portos Organizados), da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).
Além das qualificações, a FAT atua com uma equipe de técnicos especializados em acidentes ambientais, em uma moderna estrutura de base de atendimento, o CEATE (Centro de Atendimento a Emergências), inaugurado pela CDSS (Companhia Docas de São Sebastião) em 2013. Com a implementação desses serviços, a capacidade de resposta a vazamentos de óleo no mar na região foi intensificada. O processo também atua preventivamente para gerenciar os riscos conhecidos e evitar que haja consequências para o meio ambiente. “Os ganhos em termos de proteção ambiental são significativos. O impacto de qualquer incidente pode ser baixo, tanto pelos equipamentos que contamos quanto pelo treinamento dado ao pessoal”, diz Pedro Maziero, consultor da Fundação FAT.
De acordo como o consultor, esse tipo de estrutura permite neutralizar o efeito do acidente no meio ambiente. Desta forma, torna possível a operação de portos mesmo em áreas sensíveis. Ao mesmo tempo, a capacitação torna possível o melhor manejo dos equipamentos e a rapidez de resposta.