Os equipamentos para continuar a dragagem e a derrocagem já estão sendo montados, e as obras serão retomadas dentro de uma semana.
Após uma interrupção de mais de um ano nas obras de dragagem e derrocagem do Porto de Vitória, a nova previsão de inauguração é para daqui a quatro meses, na virada de outubro para novembro. Ao custo total de R$ 120 milhões, as obras serão retomadas dentro de uma semana, perãodo de nacionalização e montagem dos equipamentos que vão finalizar o serviço. Iniciada em 2012, a obra estava orçada em R$ 85,6 milhões. O diretor de Infraestrutura e Operações da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Guilherme Fernandes Magalhíes, disse que uma espécie de argila dura foi encontrada no processo e tornou- se necessário mais um equipamento, a Novadragamar, o que colaborou para encarecer a obra. Segundo o presidente da Codesa, Luis Claudio Santana Montenegro, o custo aumentou também porque o projeto foi ampliado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Montenegro disse que, depois de pronto, o Porto de Vitória terá acréscimo de 40% em sua capacidade de movimentação de cargas. “Vai aumentar porque o porto vai passar a receber navios do tipo Panamax, que transportam até 60, 70 toneladas de carga. Hoje, só podem entrar navios com até 40 toneladas”, calculou. Após finalizar o serviço, o Porto de Vitória passará a ter estrutura para receber navios com até 265 metros de comprimento, 36 metros de largura e 12,5 metros de calado, com capacidade para carregar entre 4.500 e 5 mil contêineres do padrão TEU (com até 20 pés de altura).
Essa ampliação vai possibilitar aumentar a movimentação anual de cargas de 7 milhões de toneladas para 10 milhões de toneladas. Novos empregos poderão ser criados, mas o presidente alertou que vai depender da evolução dos negócios das empresas que utilizam o Porto de Vitória. Montenegro disse que a derrocagem já está praticamente pronta, faltando apenas 4 mil metros cúbicos (m3) de rocha, de um total estimado em 110 mil m3. O principal serviço a ser feito, da retomada até a conclusão da obra, é a dragagem do material. Ainda restam 800 mil m3, de um total de 1,8 milhão de m3.
“O porto vai passar a receber navios do tipo Panamax, que transportam até 60, 70 toneladas de cargas” Luis Claudio Montenegro, da Codesa