BE Petróleo mapeou aeroportos que disputarão contratos para atender a projetos de E&P offshore
Com início de operações programado para 2020, o heliporto do Porto do Açu, em São João da Barra, aquecerá a disputa entre operadores de bases de apoio aéreo offshore por contratos com petroleiras no estado do Rio de Janeiro.
Hoje, empreendimentos nas bacias de Campos, Espírito Santo e Santos são atendidos a partir de cinco aeroportos na região, sendo um deles na capital (Jacarepaguá), dois em Campos dos Goytacazes (São Tomé e Aeroporto de Campos), um em Cabo Frio (Aeroporto de Cabo Frio) e um em Macaé (Aeroporto de Macaé).
A infraestrutura é utilizada pela Petrobras (todos os cinco aeroportos), Dommo Energia (Macaé), Equinor (Cabo Frio e Jacarepaguá), QGEP (Cabo Frio), PetroRio (Cabo Frio), Shell (Campos e Jacarepaguá) e Total (Jacarepaguá).
Outro player de olho no mercado offshore é o Aeroporto de Maricá, que está participando da licitação de logística integrada de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, conforme publicado pela BE Petróleo.
Karoon deve escolher Navegantes (SC)
Fora do Rio, somente os municípios de Vitória (ES), Aracaju (SE), Guamaré (RN), Itanhaém (BA), Salvador (BA), Pararucu (CE) e Navegantes (SC) possuem aeroportos atendendo a operações offshore, no primeiro caso da Chevron e nos demais, da Petrobras.
Navegantes deve ser o local escolhido pela australiana Karoon para funcionar como base de apoio aéreo ao desenvolvimento de seus ativos na Bacia de Santos. E, na Margem Equatorial, Macapá (AP) atenderá à francesa Total caso o Ibama libere a exploração na Foz do Amazonas.
Oportunidades com operadoras de FPSOs
Quatro empresas dominam o mercado de operação de aeronaves no segmento offshore: Aeróleo, CHC Helicopter, Líder Aviação e Omni. A Petrobras é atendida por todas elas, enquanto a Equinor voa com a CHC e Aeróleo; a Chevron, com a Líder; Dommo, PetroRio e Total, com a Omni; e QGEP e Shell, com a CHC.
Além das petroleiras, há oportunidades de apoio aéreo com operadoras de FPSOs e empresas de sísmica, mas esses contratos costumam ser de curto prazo.
Apoio aéreo onshore se concentra no Norte
Em terra, o apoio aéreo às atividades de E&P se concentra basicamente na região Norte, onde a selva amazônica faz da logística uma operação de alta complexidade. A russa Rosneft voa com a Líder, Costa do Sol e EMAR, na Bacia do Solimões, enquanto a Petrobras e sua subsidiária Transpetro conta com os serviços da Omni no Amazonas.
Fonte: Revista Brasil Energia