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Clippings - 17/08/15

“Porto do Açu é exemplo de empreendedorismo”, diz diretor do Sindario

Em operação desde outubro de 2014, o complexo do Porto do Açu foi criado dentro dos conceitos mais modernos de porto-indústria. Empresas como a NOV, Technip, Anglo American, Edison Chouest e Wärtsilä, já usufruem das soluções logísticas competitivas, seguras e integradas desse empreendimento, cujos investimentos totais somam atualmente R$ 10,4 bilhões.

O porto foi construído a menos de 100 milhas da Bacia de Campos, onde cerca de 80% do petróleo brasileiro é produzido. Durante sua construção foram dragados 56 milhões de m³, equivalentes à dragagem de 1/2 Canal do Panamá, e utilizados sete milhões de toneladas de pedras na construção do quebra-mar, que correspondem a um Pão de Açúcar. O resultado é uma instalação portuária com área de 90 km² e 17 km de cais, que podem receber até 47 embarcações simultaneamente.

“Há um terminal dedicado à movimentação de minério de ferro e petróleo, com profundidade de 20,5m, que permite a atracação de navios Panamax e Capesize (220 mil TPB). Em breve, esse terminal receberá navios do tipo VLCC (320 mil TPB). Prevê-se uma movimentação de até 1,2 milhão de barris de petróleo/dia, e 26,5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro, que chegam ao porto por meio de mineroduto”, diz Luiz Antonio Carvalho, diretor executivo do Sindario.

Outro terminal, com 13 km de cais, citado por ele, é destinado às movimentações de cargas de projeto, contêineres, rochas, bauxita, grãos, veículos, granéis líquidos e sólidos, carga geral e derivados do petróleo, além de abrigar uma área dedicada à indústria de suporte às operações de exploração e produção de óleo e gás. “A empresa Edison Chouest Offshore está construindo lá a maior base de apoio offshore do mundo, com previsão de início de operação ainda em 2015. Contará com 15 berços e um estaleiro de reparos para sua frota, distribuídos em 1.030m de cais”, ressalta.

Por meio da joint venture assinada entre Prumo e a BP, o Porto do Açu contará com uma base para distribuição e comercialização de bunker, que poderá atender navios de diversos portes e atividades. “Para monitorar a movimentação das embarcações e garantir a segurança e produtividade das operações, o porto tem um Centro de Controle Operacional do Tráfego Marítimo (CCOTM), cujo desafio é ser o primeiro Vessel Traffic Service (VTS) a ser homologado no Brasil, ainda em 2015”.

O executivo ressalta ainda as ações ambientais implementadas, entre eles o programa de recuperação e preservação do meio ambiente criou e mantém a Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Caruara que, com mais de 4 mil hectares, é a maior unidade de conservação privada de restinga particular do país. “A criação da RPPN Caruara habilitou São João da Barra a receber o ICMS Verde do Estado do Rio de Janeiro. Somente em 2014 o município recebeu mais de R$ 1,5 milhão referentes ao repasse de ICMS Verde”. Citando ainda que o complexo está ainda entre os grandes exemplos de empreendedorismo no setor portuário do estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. “Ele evidencia a capacidade de “fazer acontecer”, presente no espírito do empresariado, que, a despeito de todas as dificuldades, investe firme em projetos que trazem incontáveis benefícios para todos fluminenses”, finaliza.