A Gás Natural Açu (GNA Açu), joint venture formada pela Prumo Logística, BP e Siemens, estuda a possibilidade de construir uma planta de liquefação de gás natural no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). O interesse é motivado pela perspectiva de aumento dos volumes produzidos no pré-sal.
“Podemos ter uma planta para exportar GNL, caso a oferta de gás alcance volume suficiente. Uma vez chegando gás ao Porto do Açu ,a região será beneficiada com a implantação de grandes indústrias”, ressaltou o presidente da empresa, Bernardo PersekePerseke, durante apresentação na Brasil Offshore nesta quarta-feira (26/6).
A GNA investe no desenvolvimento de um hub de gás natural no complexo portuário e industrial, aportando R$ 8 bilhões em duas usinas termelétricas (UTEs) e um terminal de GNL no local. A primeira UTE está em construção, e seu início da operação é esperado para 2021. A unidade funcionará a ciclo combinado e terá capacidade instalada de 1,338 mil MW, com abastecimento de GNL importado que será fornecido pela BP. Mas a expectativa é utilizar também o gás do pré-sal.
Segundo o executivo, a geração térmica baseada no combustível é estratégica para o desenvolvimento econômico do norte fluminense. “Esperamos que a demanda futura possa atrair uma rota de gás para Porto do Açu. Os empreendimentos em termelétricas serão âncora para desenvolvimento e vetor para a monetização do gás do pré-sal”, afirmou.
Já a Shell enxerga no projeto Marlim Azul, em Macaé – primeira termelétrica que usará o gás do pré-sal –, um estimulador de demanda do energético na região. O projeto da joint venture (Pátria Investimentos, Shell e Mitsubishi Hitachi Power Systems) terá 565 MW de capacidade instalada, suficiente para abastecer 2,5 milhões de pessoas.
Programada para entrar em operação em 2023, a usina receberá aportes de aproximadamente US$ 700 milhões. A obra tem, hoje, 80% da terraplanagem concluída.
“Vemos enorme potencial para Macaé se tornar um hub de energia. O potencial de gás do pré-sal ainda é subexplorado. Temos que buscar a equiparação entre contratos de energia e de exploração e produção e avançar no arcabouço regulatório do gás para destravar investimentos”, ressaltou Thomas Lucena, gerente de Assuntos Regulatórios da petroleira.
Fonte: Revista Brasil Energia