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Clippings - 14/09/22

Porto do Açu reforça seu papel na transição energética


Organizado pela Prumo Logística, holding controlada pela EIG e responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu, a primeira edição do Prumo Day, realizada nesta terça-feira (13), no Rio de Janeiro (RJ), reuniu grandes players do país para debater a transição para a economia de baixo carbono nos setores portuários, industrial e energético brasileiro.

Na palestra de abertura, Pedro Parente, presidente do Conselho de Administração da Vast Infraestrutura, destacou que a transição energética é um desafio já assumido pelas maiores economias do mundo e que o Porto do Açu está em posição privilegiada para se transformar em um hub de novas fontes energéticas.

“Países com grande potencial de produção de energia renovável, como o Brasil, devem se tornar os principais hubs globais de exportação de hidrogênio. O Porto do Açu tem uma oportunidade única diante deste cenário”, afirmou Parente.

Em seguida, Ieda Gomes, conselheira da Prumo Logística, Victor Bomfim, CEO da Vast Infraestrutura, Verônica Coelho, CEO SVP e Country Manager da Equinor Brasil e Bernardo Pereske, CEO da GNA, participaram do painel “Porto do Açu na cadeia produtiva e logística do óleo e gás”.

Ieda Gomes disse que o gás natural continuará sendo o combustível mais importante para a transição energética. Em sua avaliação, o Brasil precisa definir condições operacionais e regulatórias para fazer com que parte do volume reinjetado de gás do pré-sal possa abastecer o mercado brasileiro.

Outro consenso foi como a transição deve ser gradual. Em sua fala, Victor Bomfim defendeu investimentos no segmento dutoviário para a logística de combustíveis, a fim de diminuir a pegada de carbono. “Os investimentos a serem feitos nessa indústria [óleo e gás] são investimentos incrementais. Ou seja, investimentos necessários para você ter uma transição mais bem planejada, com uma pegada de carbono menor”, pontou o CEO da Vast.

Por sua vez, a CEO da Equinor, Verônica Coelho, afirmou que “na área de óleo e gás a gente [a empresa norueguesa] tem ambição de crescer muito no nosso portfólio”. A executiva a previsão de início da perfuração em Bacalhau entre o final de setembro e o começo de outubro deste ano. Há previsão também da chegada de uma segunda sonda em 2023, com a primeira perfuração sendo a de um poço de avaliação da área norte do campo.

Já Bernardo Perseke confirmou a licença prévia de dois gasodutos, o GASOG, com cerca de 50 km e conectado à TAG, e o GASINF, com aproximadamente 100 km e conectado à NTS. Ele também apontou que o gás do BM-C-33 é um gás “target” para esses gasodutos e os futuros clientes da GNA.

Hidrogênio verde

Durante o segundo painel, “O Porto do Açu: Hub de Logística como industrialização”, a diretora-geral do BNDES, Solange Vieira, falou sobre como o Brasil pode competitivo na produção de hidrogênio. Em maio, a Shell assinou com o Porto do Açu um memorando de entendimento para implantar planta-piloto de geração de hidrogênio verde.

O CEO do Porto do Açu, José Firmo, comentou que construir uma planta de fertilizantes nitrogenados a partir de combustível fóssil não é uma tarefa fácil. Por isso, acredita que uma planta construída em trem paralelo de gás natural e hidrogênio verde possui mais potencial. Firmo fala, também, que o porto possui oportunidades nos combustíveis marítimos do futuro, onde a partir da produção de hidrogênio e amônia, o Brasil poderá ser um grande ponto de abastecimento.

Fonte: Revista Brasil Energia