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Clippings - 20/12/23

Porto Sudeste assume meta de reduzir emissões em mais de 50% até 2033

Divulgação Porto Sudeste

Empresa incrementará ações para escopos 1 e 2 e fará monitoramento do escopo 3. Terminal será submetido à auditoria externa em 2024 para passar do selo prata para ouro do GHG Protocol

O Porto Sudeste (RJ) assumiu a meta de redução de 50,04% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em 10 anos, em relação ao registrado em 2021. A empresa, que apresentou um estudo de riscos climáticos conduzido pela Way Carbon no primeiro semestre de 2023, vai direcionar a descarbonização aos escopos 1 e 2 das operações do terminal portuário até 2033. O diretor de assuntos corporativos e sustentabilidade do Porto Sudeste, Ulisses Oliveira, contou que o terminal já vem monitorando suas emissões de GEE desde 2015.

“A partir de 2023, começamos a fazer a publicização no [Programa Brasileiro] GHG Protocol. Recebemos o selo prata de transparência nessas emissões e, para estarmos no selo ouro, falta uma auditoria externa sobre elas que está dentro do planejamento para 2024”, disse Oliveira à Portos e Navios. Ele lembrou que mensurar as emissões de GEE para controles internos ajudou a nortear os investimentos em tecnologia e otimização de processos para reduzir as emissões.

O Porto Sudeste afirma que vem avançando no mapeamento e inclusão dos escopos 1 e 2 na sua estratégia climática. Os projetos incluem a substituição do uso da gasolina por etanol, a utilização de energia certificada, provenientes de fontes limpas, a troca das condensadoras dos aparelhos de ar-condicionado, reduzindo vazamento de gases refrigerantes, a utilização de energia fotovoltaica e o processo de automatização de equipamentos para diminuir o tempo de permanência do maquinário no terminal.

Além disso, o Porto Sudeste contratou uma ferramenta que mensura as emissões de GEE do escopo 3. A tecnologia da Rightship (Maritime Emission Portal) calcula as emissões dos navios que atracam no porto (escopo 3), permitindo gerenciar e identificar oportunidades de redução do impacto ambiental por meio do screening (rastreamento) de escopo 3 e de um plano de engajamento de fornecedores. Segundo Oliveira, esse contrato com a empresa é inédito no Brasil e permitirá o monitoramento dos navios que atracam no Porto Sudeste. “Acreditamos que, com esse monitoramento, teremos a possibilidade de conhecer melhor como as emissões têm funcionado e desenvolver melhores estratégias de controle para elas”, disse.

A administração do Porto Sudeste considera que a meta e o estudo de risco climático são avanços importantes para o setor e estão alinhados à estratégia ESG (boas práticas socioambientais e de governança). “Assumimos essa meta. Até pensamos que poderia ser mais ousada, mas queremos ser o mais responsável possível e ter tranquilidade de mostrar ao mercado que o porto tem agido de maneira sólida e segura”, acrescentou Oliveira.

A empresa destacou ainda a utilização de equipamentos 100% elétricos no terminal, eliminando a necessidade de utilizar combustíveis fósseis. Outra medida implementada é a reutilização de 90% da água proveniente da captação da chuva e de tratamento de efluentes em processos industriais e uma porcentagem de 96% de reciclagem de todos os resíduos gerados na planta, chegando a um volume total de mais de 26 toneladas de resíduos orgânicos transformados em adubo. Com a compostagem, a empresa evitou a emissão de mais de 23 toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

A aposta da empresa para o cumprimento da meta inclui a implementação de novas ações para os escopos 1 e 2 e o monitoramento do escopo 3, a partir do suporte de dados trazidos pelo relatório de sustentabilidade, em modelo GRI [Global Reporting Initiative] de transparência. “Estamos no caminho para 50,4% de redução de emissões 2021-2033. Acreditamos que é muito possível e estamos confiantes de dar essa contribuição para o setor”, afirmou Oliveira.

O Porto Sudeste avalia que consolidou sua estratégia de se posicionar como terminal multicargas ao operar cinco produtos diferentes em 2022, entre os quais: minério de ferro, carvão, coque de petróleo, escória e petróleo. Naquele ano, o terminal portuário, localizado na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ), movimentou 17,4 milhões de toneladas de minério de ferro. Os demais granéis sólidos representaram, aproximadamente, 500 mil toneladas, englobando especialmente a atividade de desembarque. No ano passado, também ocorreram cinco operações de ship-to-ship, na modalidade double banking. Considerando a prancha média, o terminal é o segundo terminal mais eficiente, movimentando 3.881,9 toneladas por hora, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Fonte: Revista Portos e Navios