Administradora do terminal em Itaguaí (RJ) solicitou à Antaq autorização para movimentar granéis líquidos
O Porto Sudeste, na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ), solicitou à Antaq autorização para movimentar granéis líquidos, via operações ship to ship (STS), tendo em vista o aumento de produção de petróleo do pré-sal.
Atualmente, o porto escoa apenas granéis sólidos, principalmente minério de ferro, cujo mercado “tem sofrido grandes perdas nos últimos anos em função da conjuntura mundial”, argumentou a administradora do porto, Porto Sudeste Brasil, em ofício enviado à agência reguladora.
Em 2019, o terminal movimentou 16,4 milhões de t de minério de ferro – 33% da capacidade instalada de 50 milhões de t de granéis sólidos. A solicitação para atender novo perfil de carga tem o objetivo de otimizar a utilização da instalação, aproveitando-se a ociosidade dos berços de atracação de navios, explicou.
O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 8 milhões para a construção de um galpão de manutenção STS, compra de equipamentos, realização de estudos ambientais, de engenharia, manobrabilidade e adequação a normas e regulações. Não será necessário alterar ou ampliar as instalações do porto, que tem estrutura para atracar navios tipo Suezmax.
“O planejamento operacional para STS double banking será efetivado quando houver vacância de berço, sem impactar a operação primária de granéis sólidos”, declarou a Porto Sudeste Brasil.
O projeto está em análise pela Antaq, que solicitou ao porto, no último dia 16, o envio de documentação pendente com prazo de 30 dias.
De acordo com dados da Antaq, a movimentação de petróleo e derivados via navegação de longo curso (entre diferentes nações) foi feita por 23 terminais aquaviários entre janeiro e abril, sendo que o terminal de Angra dos Reis (RJ), do Porto do Açu (RJ) e São Sebastião (SP) foram responsáveis pela movimentação de 38,9%, 12,5% e 12,3% da carga de petróleo e derivados no período.
Fonte: Revista Brasil Energia