Cenário mais otimista para a indústria, apresentado pela empresa, considera a produção de óleo e gás por décadas e exportação crescente.

O Brasil tem capacidade de ser um ator relevante na produção e exportação até 2050, segundo o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa. Nesta quinta-feira, 20, a empresa apresentou o documento ‘Brasil: liderando o mundo rumo à neutralidade de emissões’, no qual define alguns cenários para o país.
O trabalho não traz projeções, apenas possibilidades, considerando dois futuros.
Esse é o primeiro grande exercício produzido pela Shell sobre os possíveis cenários para o setor no país. Foram traçados ambientes que divergem sobre a velocidade da transição energética.
Um é mais pessimista para a indústria, considerando a substituição mais rápida dos fósseis pelas alternativas renováveis. O outro, pelo contrário, pressupõe a permanência dos hidrocarbonetos ainda por muitos anos.
Num ambiente mais otimista para a indústria, a extração de óleo e gás no Brasil pode aumentar ao longo dos anos 2030, com exportações líquidas de quase 2 milhões de barris por dia (bpd) em 2040.
Em contrapartida, no mais pessimista, o Brasil pode encerrar a onda de crescimento da produção de petróleo ainda nos anos 2020, caso o processo mundial de descarbonização seja acelerado.
Mesmo nesse caso, o Brasil não deixaria de se beneficiar da desaceleração do mercado global de petróleo, por conta do consequente desaquecimento da indústria fornecedora e fácil acesso a unidades produtivas, o que poderia levar a um boom petrolífero nos próximos anos, de acordo com o documento da Shell.
Fonte: Revista Portos e Navios