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Clippings - 08/07/22

Potiguar E&P ganha mais tempo para retomar produção de Baixo do Juazeiro


A ANP aprovou, nesta quinta-feira (7/7), a prorrogação do prazo final para a retomada de produção do campo de Baixo do Juazeiro, na Bacia Potiguar. O ativo faz parte do Polo Riacho da Forquilha, operado pela Potiguar E&P (100%), subsidiária da PetroReconcavo. A nova data final estipulada é 31 de julho de 2022.

O campo possui uma acumulação de hidrocarbonetos pequena, com baixa viabilidade econômica. Seu VOIP (volume of oil in place) é de 0,32 milhões de m³ e o VGIP (volume of gas in place) é de 67,7 milhões de m³. O pico da produção de petróleo foi em 2010, com 1,08 m³ ao dia, enquanto o de gás natural associado ocorreu em 2017, com 5,81 mil m³/dia. A última produção teve o registro de 0,08 mil m³/dia de gás natural associado.

A Superintendência de Desenvolvimento e Produção (SDP) notificou a Potiguar E&P, por conta da falta de produção, impôs duas alternativas: restabelecer a produção em até 12 meses, ou seja, até 26 de abril de 2022 ou, no mesmo período, ceder os direitos sobre o campo para uma empresa comprometida a retomar as atividades.

Antes de terminar o prazo, e até depois do término, a empresa enviou cartas à ANP solicitando que o prazo fosse prorrogado até 30 de junho, afim de cumprir a notificação citada. A Potiguar informou que a volta da produção estava prevista no programa anual de produção de 2022.

Neste programa, foi considerado o desenvolvimento do poço 3-BRSA-477-RN. A produção será escoada para o manifold operacional do campo de Juazeiro. Após, a estação coletora e compressora de Lorena receberá o produto por meio de gasoduto. O prazo adicional pleiteado pela empresa possui o intuito de reconstruir 2,8 km deste gasoduto. Segundo ela, o trecho foi furtado, e as obras estão atrasadas devido às chuvas do período.

A SDP analisou os fatos e afirmou, em “análise apertada”, que eles podem ser considerados caso fortuito ou força maior. Isso porque eles não “poderiam ser verificados antes da realização dos testes do sistema de escoamento da produção do campo”. A análise abordou, também, como a empresa tem sido diligente ao realizar os investimentos necessários para a volta operacional de Baixo do Juazeiro.

Pela produção ser em sua maior parte de gás natural, a concessão do prazo está de acordo com a SDP e com as determinações do CNPE.

No final de junho, contudo, a Potiguar solicitou novamente a prorrogação do prazo. Desta vez, para 31 de julho. A empresa justifica que as fortes chuvas atrapalharam a continuação das obras de reconstrução, o que gerou incerteza sobre a condição de surgência do poço. Por isso, está prevista uma intervenção com sonda após a linha de produção ser entregue, com objetivo de alterar os equipamentos da coluna de produção e garantir que o poço tenha regime de fluxo.

O diretor relator, Daniel Maia Vieira, explicou que a aprovação da proposta de ação “não se baseou no juízo de que as chuvas se caracterizaram com o caso fortuito ou força maior, pois não foi objeto de análise detalhada”. A decisão foi tomada porque os outros elementos foram suficientes. Ainda informou que a SDP se embasou a partir da diligência da empresa nos investimentos.

Fonte: Revista Brasil Energia