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Clippings - 07/05/24

PPSA contrata B3 para realização de leilões pelos próximos 3 anos

O calendário completo ainda está sendo definido junto ao MME, mas os dois primeiros leilões para a venda de óleo da União já possuem data prevista

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) contratou a B3 em São Paulo para a realização de leilões, ao longo dos próximos três anos, para comercializar as parcelas de petróleo e gás natural da União nos contratos de partilha de produção e na Jazida Unitizada de Tupi. 

O calendário completo dos leilões ainda está sendo definido junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), com o objetivo de dar melhor previsibilidade ao mercado. 

No entanto, os dois primeiros leilões para a venda do óleo da União estão previstos para julho deste ano e abril de 2025. Os demais leilões de petróleo estão programados para a partir do quatro trimestre de 2025, enquanto um leilão exclusivo de gás está sendo avaliado, ainda sem previsão de data. 

O leilão de julho comercializará as cargas de Mero e Búzios de 2025, cujos contratos de compra e venda de petróleo vencem em dezembro deste ano. O edital com todas as informações do leilão será lançado neste mês. 

“Quanto ao cronograma de leilões, estamos definindo os volumes de óleo que iremos disponibilizar em cada um dos certames. Sabemos que a curva da União é crescente e por isso decidimos estabelecer um calendário para oferecer previsibilidade aos compradores. Entendemos que essa estratégia poderá resultar em maior competitividade e melhores resultados para a União”, afirmou Tabita Loureiro, diretora técnica e presidente interina da PPSA, segundo o comunicado divulgado nesta segunda-feira (6). 

De acordo com Samir Awad, diretor de Administração, Finanças e Comercialização da PPSA, a definição das datas ajudará os compradores a planejar a logística para o offloading. “Considerando o aumento expressivo da produção da União esperado para os próximos anos, as empresas potencialmente interessadas em comprar o petróleo da União precisam se planejar para, no curto e médio prazo, disporem de navios aliviadores de posicionamento dinâmico para os alívios da PPSA. Estamos falando de uma produção diária da União com potencial de atingir mais de 500 mil bpd em 2029”, afirmou, também em comunicado. 

A curva de produção de petróleo e gás natural da União dará um salto nos próximos anos. Segundo as estimativas da PPSA, a produção de petróleo passará dos atuais 50 mil bpd para 103 mil bpd em 2025, 234 mil bpd em 2026, 327 mil bpd em 2027 e 417 mil bpd em 2028, chegando ao pico de 564 mil bpd em 2029. A curva do gás natural também é ascendente a partir de 2027, quando chega a 1,7 milhão de m³. Em 2028, chega a 2,9 milhões de m³ e, em 2029, alcança 3,5 milhões de m³.

A PPSA já realizou, anteriormente, três leilões de petróleo na B3. No último, em novembro de 2021, foram comercializadas as produções da União de longo prazo de Mero, Búzios, Sapinhoá e Tupi, sendo que Mero e Búzios foram vendidos com contratos de três anos e os demais, de cinco anos. Desde então, a União passou a contar também com produção de petróleo em Sépia e Atapu, que estão sendo comercializadas por meio de consulta direta ao mercado.

Fonte: Revista Brasil Energia