A Petrobras e a PPSA assinarão nesta quinta-feira (28/1) o acordo de individualização da produção (AIP) de Sapinhoá, campo de águas profundas do cluster do pre-sal da Bacia de Santos, cujo reservatório avança sob uma área ainda não licitada pela União. A intenção duas empresas é de encaminhar os termos do acordo para aprovação da ANP na sexta-feira (29/1).
A parte do reservatório de Sapinhoá que avança sob a área da União é pequena, menor que pedaço do reservatório localizado dentro do ring fence do campo. Como o acordo sequer foi encaminhado à ANP, a Petrobras e a PPSA mantêm sigilo sobre os termos da negociação.
A unitização de Sapinhoá vinha sendo negociada desde 2014. A demora no acordo é atribuída à complexidade natural do reservatório.
O campo de Sapinhoá produz atualmente 185 mil b/d e conta com dois FPSOs em operação, o Cidade de São Paulo e o Cidade de Ilhabela. O ativo é operado pela Petrobras, que detém 45% de participação e tem como sócias a BG, com 30%, e a Repsol Sinopec, com 25%.
O AIP de Sapinhoá é o quarto formalizado pela PPSA. Já foram assinados acordos voltados a Tartaruga Mestiça, Lula-Lula Sul, ambos com a Petrobras, e Massa, com a Shell, firmado em novembro.
A PPSA não tem previsão de aprovação de um novo AIP no curto prazo, embora venha analisando detalhes de acordos na área do Parque das Baleias, na Bacia de Campos.