Estimativa inclui novas árvores de natal que serão fornecidos pela Aker Solutions para o campo de Mero, na Bacia de Santos
A Petrobras precisará de aproximadamente 60 novas árvores de natal molhadas (ANMs) nos próximos três anos para desenvolver seus ativos no pré-sal. A demanda projetada é uma das maiores do mundo no período, equiparável `a de petroleiras como a ExxonMobil.
Na conta estão incluídas as 12 árvores verticais que serão fornecidas pela Aker Solutions para o campo de Mero 1, na área de Libra. Anunciado nesta sexta-feira (5/10), o contrato prevê a execução dos trabalhos na fábrica da empresa em São José dos Pinhais (PR) e em sua unidade de serviços de Rio das Ostras (RJ).
“Temos uma grande força de trabalho e mais de 40 anos de experiência no Brasil e esperamos seguir cumprindo um importante papel no desenvolvimento das reservas do pré-sal”, declarou o CEO mundial da Aker, Luís Araújo.
As atividades já foram iniciadas, e as entregas estão programadas para 2020. As operações de instalação no ativo no cluster do pré-sal da Bacia de Santos devem ser iniciadas entre 2020 e 2023.
Localizado na porção noroeste de Libra, Mero 1 está situado a cerca de 180 km ao sul do Rio de Janeiro. O primeiro óleo foi produzido em novembro do ano passado pelo FPSO Pioneiro de Libra (Ocyan/Teekay), que conduz o Teste de Longa Duração (TLD) do ativo.
O FPSO Guanabara, sistema definitivo do campo afretado à Modec, terá capacidade para produzir 180 mil bopd e processar 12 milhões de m³/d de gás natural.
Licitação de Mero 2 em andamento
A Petrobras segue promovendo a licitação para contratar as ANMs de Mero 2, em Libra. O escopo inclui 11 árvores e quatro unidades de distribuição eletro-hidráulica (UDEH), além de um contrato de cinco anos para serviços de instalação e manutenção incluindo drill pipe risers (DPR).
Além da Aker Solutions, empresas como a BHGE e a Schlumberger são candidatas ao novo contrato.
O consórcio de Libra é formado pela Petrobras, operadora com 40% de participação, Shell (30%), Total (30%, CNPC (10%) e CNOOC (10%).
Fonte: Revista Brasil Energia