A demanda para a exploração do pré-sal vai garantir escala para o desenvolvimento de diversos produtos de aço inoxidável no Brasil. A afirmação é do diretor-presidente da ArcelorMittal Inox Brasil, Paulo Roberto Magalhíes Bastos, para quem as tecnologias já eram conhecidas e utilizadas em outros mercados e que agora poderão ser trazidas para o Brasil.
O pré-sal vai representar outras escalas de produção. Vai ser uma oportunidade de consolidação do aço inoxidável no setor de óleo e gás no Brasil, destacou Bastos, que participou do 65º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Metalurgia, Materias e Mineração (ABM), no Rio de Janeiro.
O executivo ressaltou que aços ferríticos, mais resistentes à corrosão, já estão sendo utilizados nas refinarias, que agora processam óleos com teor corrosivo mais elevado que no passado. Além disso, frisou que o pré-sal também deve aumentar a demanda por aços duplex. Não são novos materiais. O problema é que não tinha escala para produção, ponderou.
Já o diretor comercial da ArcelorMittal, Gustavo Humberto Fontana, afirmou que este ano o consumo aparente de aço bruto no Brasil deverá atingir 1,240 bilhão de toneladas e que a expectativa para o ano que vem é de 1,3 bilhão de toneladas.