A Petrobras lançou, na sexta-feira (13/11), um Programa de Eficiência de Poços denominado PEP-70, com foco na redução de 30% dos custos da atividade no pré-sal, principalmente no campo de Búzios, considerado o principal ativo do portfólio da companhia.
O programa visa otimizar a configuração dos poços, racionalizar as operações, além de incorporar tecnologias de última geração adaptadas às condições peculiares de Búzios – marcado, por exemplo, por poços com elevada produtividade e reservatórios com alta espessura e geologia complexa, que exigem emprego de técnicas mais sofisticadas.
Com essa iniciativa, a Petrobras espera reduzir o tempo de construção de poços e, por consequência, a diminuição de custos, principalmente no cenário atual de queda do preço do barril. Como exemplo, a companhia demonstra que já diminuiu o tempo de construção de poços em Búzios neste ano, para 91 dias, ante o período visto em 2017, que era de 171 dias.

“Com custos menores e maior eficiência, nossa expectativa nos próximos anos é dobrar a quantidade de poços nesse campo, chegando a cerca de 100 poços, contribuindo para maior economicidade dos projetos”, disse o Diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Rudimar Lorenzatto, em comunicado da companhia.
A atividade de construção de poços offshore corresponde, em média, a cerca de 1/3 do orçamento total de um projeto na área de E&P da Petrobras.
Tecnologias
Entre as tecnologias estudadas pela companhia com o objetivo de aumentar a eficiência dos projetos, está a “completação inteligente elétrica” – uma técnica de preparação do poço para produzir por meio de acionamento remoto. Com a solução, as operações são controladas remotamente por meio de sensores elétricos instalados no poço.
Além das tecnologias, o programa também prevê o aprimoramento das operações de perfuração do poço; na otimização do escopo de reservatórios e na adoção de iniciativas para aumentar a segurança das atividades.
Fonte: Revista Brasil Energia