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Clippings - 25/09/09

Pré-sal pode ter impacto ambiental negativo

Para José Goldemberg, o petróleo pode drenar os recursos que seriam direcionados a energias alternativas

A exploração do pré-sal é um risco ao processo de consolidação do Brasil como líder mundial em energias renováveis. Ou seja, ao privilegiar o petróleo em sua matriz energética, o país corre o risco de seguir na contramão do que buscam os demais países: alternativas que reduzam suas atuais emissões de carbono. A avaliação é do presidente do Conselho Consultivo do Centro Nacional de Referência em Biomassa, José Goldemberg, durante o fórum O Novo Cenário Energético Mundial e as Oportunidades para o Brasil, promovido nesta quinta-feira pela revista EXAME em São Paulo.
O Brasil tem hoje 44% de sua energia proveniente de fontes renováveis. Essas novas reservas de petróleo não vão durar para sempre, além de contribuir para elevar as emissões de carbono que deverão ser taxadas. Portanto, o Brasil vai entrar em uma situação hoje enfrentada pelos grandes produtores de petróleo, afirma Goldemberg.

Segundo o presidente do Conselho Consultivo do Centro Nacional de Referência em Biomassa, a decisão do governo de aumentar sua participação na Petrobras e arcar com os custos da exploração do pré-sal promete drenar recursos para outras áreas.
Certamente, os recursos disponíveis para energias alternativas irão diminuir. A exploração do pré-sal vai custar pelo menos de 100 bilhões a 200 bilhões de dólares. O programa de etanol se mantém porque está nas mãos da iniciativa privada. Já o biodiesel, que era fortemente subsidiado, praticamente desapareceu. Agora vamos ver o que vai acontecer com a energia eólica.
Do ponto de vista econômico, segundo Goldemberg, das atuais fontes de energia alternativas disponíveis, a melhor delas é a hidroelétrica. Até agora, o Brasil só utilizou 33% do seu potencial hidroelétrico e deveria continuar nessa linha.