A produção de petróleo na camada pré-sal respondeu por 22% do volume total extraído pela Petrobras no Brasil em maio. O percentual é ligeiramente superior aos 21,2% obtidos na produção da estatal em abril, quando do pré-sal foram retirados 411 mil barris/dia e o volume total extraído no país alcançou 1,933 barris/dia.
Os dados preliminares da produção de petróleo da Petrobras em maio foram apresentados ontem pela presidente da companhia, Maria das Graças Foster, em evento sobre energia, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Segundo ela, a companhia está perto de alcançar a produção de 500 mil barris/dia de petróleo no pré-sal.
“Não vou dizer quando, mas vamos chegar a [produção de] 500 mil barris de óleo [por dia] quando entrar em produção o último poço da [FPSO, unidade de produção] Cidade de São Paulo [no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos]”, afirmou Graça.
Segundo a executiva, os investimentos de exploração e produção previstos pela companhia no pré-sal até 2018, de US$ 102 bilhões, já estão contratados. “Já assinamos contratos com as empresas”, disse.
A companhia já têm contratados 85% de todas as encomendas de unidades de produção e sondas de perfuração necessárias para exploração e produção no pré-sal até 2020. Segundo ela, a petroleira necessitará de mais 20 unidades de produção e 28 sondas para o pré-sal até o fim da década. “A Petrobras de 2020 já está à mostra. Não é um plano. Isso aqui [dados apresentados] é realidade”, afirmou a executiva.
Graça concentrou sua apresentação nos resultados e projeções no pré-sal, sem mencionar o desempenho da produção em áreas convencionais. Reportagem publicada pelo Valor ontem, mostrou que, sem a fatia no pré-sal, a companhia estaria produzindo 1,634 milhão de barris/dia, volume inferior à produção em 2005.
Em nota, a Petrobras informou que o tema da apresentação da presidente no evento – o pré-sal – foi escolhido pela FGV.
Graça também não comentou as declarações do ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa sobre a previsão de investimento na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, em entrevista publicada pela “Folha de S. Paulo” no domingo. Ele afirmou que os cálculos foram uma “conta de padeiro”. “Não é que eu não queira falar. Eu não posso falar”, disse Graça.