São PAULO – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que o novo preço-teto da hidroelétrica de Belo Monte (11.233MW) enviado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ao Tribunal de Contas da União (TCU) é de R$ 81 por MWh, informou a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia.
O orçamento inicial era de R$ 16 bilhões para o custo da obra, com tarifa máxima para o leilão de R$ 68 o MWh. Porém, a EPE fez alterações com base em exigências das construtoras interessadas na obra e das novas condicionantes ambientais colocadas pelo Ibama após o primeiro cálculo.
Com esse preço dito por Lobão, a tendência é que o custo de Belo Monte fique por volta dos R$ 20 bilhões – alguns investidores já afirmaram que a megausina não sai por menos de R$ 30 bilhões.
Para a disputa, um consórcio já está formado, com Andrade Gutierrez, Neoenergia, Vale e Votorantim. Os postulantes a um segundo ou até terceiro grupo concorrente aguardam a definição dos valores para formatar as respectivas entradas no certame.
Odebrecht e Camargo Correa devem encabeçar um grupo; empresas do setor elétrico como CPFL e GDF Suez ressaltaram nos últimos dias que estudam a participação; autoprodutores como Alcoa e CSN também já demonstraram interesse; e a Eletrobrás ainda definirá se vai ao leilão com subsidiárias colocadas em cada lado da disputa ou se aguarda o vencedor para buscar uma sociedade com a holding.
O processo depende agora do parecer do TCU para que o Governo feche o valor da hidroelétrica e a Agência Nacional de Energia Elétrica possa lançar o edital da licitação do empreendimento.
O edital deve sair este mês.