
A Equinor registrou, no terceiro trimestre, seu melhor desempenho desde os primeiros três meses de 2012 devido à valorização dos preços das commodities, principalmente do gás natural no mercado europeu, declarou a diretora Financeira da companhia, Ulrica Fearn, em conferência com investidores na quarta-feira (27/10).
No período, o preço médio de venda da Equinor aos mercados europeus aumentou 371% em relação ao terceiro trimestre de 2020, devido à maior demanda asiática e à baixa oferta na Europa. Da mesma forma, o preço médio na América do Norte cresceu 111% ano a ano, acompanhando aumento no Henry Hub, com maior demanda para geração elétrica e exportação de GNL.
A companhia reportou lucro operacional de US$ 9,57 bilhões, ante US$ 5,3 bilhões no segundo trimestre e prejuízo de US$ 2 bilhões entre julho e setembro de 2020. Já as receitas cresceram mais de 100% ano a ano, para US$ 23,26 bilhões.
No segmento de Marketing, Midstream e Processamento, no qual é reportada a comercialização de gás, o lucro operacional apresentou crescimento sequencial de 68%, para US$ 924 milhões. Segundo a Equinor, isso se deve à marcação de mercado de derivativos relacionados às vendas de gás na Europa.
“Esses ganhos serão acompanhados por perdas no segmento quando os volumes forem entregues sob os contratos de longo prazo. A decisão de tomar posições em derivativos [no mercado europeu] foi benéfica para o grupo, mas criou volatilidade neste segmento”, afirmou o presidente da Equinor, Anders Opedal, em relatório de resultados.
No terceiro trimestre, a companhia produziu aproximadamente 2 milhões de boe/dia, dos quais 1,3 milhão de boe/dia na Plataforma Continental Norueguesa, 328 mil boe/dia nos EUA e 322 mil boe/dia em seus ativos internacionais.
No Brasil, a Equinor opera o campo de Bacalhau, cuja primeiro óleo está previsto para 2024, e Peregrino, com produção paralisada desde abril de 2020, além da descoberta de Pão de Açúcar (BM-C-33). Tem ainda participação no campo de Roncador, operado pela Petrobras. Em fase de exploração, a companhia é concessionária de oito blocos nas bacias de Campos, Espírito Santo e Santos.
Fonte: Revista Brasil Energia