A Premier pretende iniciar as primeiras perfurações na Bacia do Ceará no primeiro semestre de 2019. Anteriormente, a companhia havia divulgado que as campanhas começariam no segundo semestre de 2018, mas a data foi adiada para o aproveitamento de sinergias com outras petroleiras que também têm perfurações previstas para a região, como a Total.
Atualmente, a Premier opera na região os blocos CE-M-717 e CE-M-665, arrematados na 11ª Rodada. A companhia conseguiu estender o primeiro perãodo exploratórios dos blocos para julho de 2019, assim como a Total, que ganhou mais 314 dias para concluir a primeira fase de exploração do CE-M-661, também prevista para julho de 2019.
“As extensões permitirão com que a Premier consiga mais sinergias de custos com outros operadores na Margem Equatorial”, explicou a companhia.
A petroleira está interpretando no momento 4 mil km² de dados sísmicos adquiridos em 2016, que ajudarão a determinar as locações das perfurações. A expectativa é que os dados finais estejam disponíveis em abril e as locações sejam escolhidas ainda em 2017.
A Premier já indicou que pretende focar os trabalhos no Brasil no Ceará, motivo, inclusive, pelo qual a companhia vendeu sua participação em um bloco na Foz do Amazonas para a QGEP recentemente. Uma das estratégias da companhia inglesa para lidar com a crise é manter o custo operacional médio dos projetos abaixo de US$ 16/boe. Globalmente, a petroleira investirá US$ 390 milhões em 2017, forte redução em relação aos US$ 678,1 milhões de 2016.
Atualmente, há cinco blocos em exploração na Bacia do Ceará, sendo dois operados pela Premier (CE-M-665 e CE-M-717) e outros dois operados por Exxon (CE-M-603) e Chevron (CE-M-715), além da área da Total (CE-M-661).
Resultados
A Premier teve prejuízo de US$ 145,9 milhões em 2016, face às perdas de US$ 707,8 milhões de 2015. As receitas de 2016 somaram US$ 983,4 milhões, diminuição de 8% na comparação com o faturamento de US$ 1,1 bilhão do ano anterior.
Um dos destaques operacionais da petroleira no ano foi o aumento das reservas 2P, que saíram de 758 milhões de boe ao final de 2015 para 835 milhões de boe no final do ano passado.