A Premier Oil iniciou o processo para venda de parte dos blocos operados pela companhia na Bacia do Ceará. A empresa opera na região os blocos CE-M-717 e CE-M-665, arrematados na 11ª rodada, e que tiveram o primeiro perãodo exploratório estendido até julho de 2019.
Em abril, a companhia finalizou o processamento dos 4 mil km² dados sísmicos levantados no local e a previsão é definir ainda este ano as locações para os poços que serão perfurados na região em 2019. No momento, a empresa negocia com outros operadores que atuam na região possíveis sinergias para reduzir os custos.
A companhia inglesa reduziu os investimentos previstos para 2017 de US$ 390 para US$ 350 milhões. No momento, a Premier negocia um acordo de refinanciamento. Ao final de abril, o débito da empresa era de US$ 2,8 bilhões.
“Planejamos um fluxo de caixa positivo em 2017, com mais reduções significativas no débito em 2018. Nosso refinanciamento, que será concluído em breve, incorpora um plano para redução de débito e um investimento seletivo em novos projeto. Já antecipamos o plano”, explicou Tony Durrant, CEO da empresa.
A Premier já indicou que pretende focar os trabalhos no Brasil no Ceará, motivo, inclusive, pelo qual a companhia vendeu sua participação em um bloco na Foz do Amazonas para a QGEP recentemente. Atualmente, há cinco blocos em exploração na Bacia do Ceará, sendo dois operados pela Premier (CE-M-665 e CE-M-717) e outros dois operados por Exxon (CE-M-603) e Chevron (CE-M-715), além da área da Total (CE-M-661).