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Clippings - 21/08/13

Presidente da Libra Terminais Portuários fala sobre as mudanças no terminal do Rio de Janeiro

O presidente da Libra Terminais Portuários, Wagner Biasoli, conta ao NetMarinha sobre a grande “transformação” que passa o Terminal Marítimo do Rio de Janeiro e como os problemas gerados pelos mais de R$ 300 milhões em investimentos, desde o final de 2012, são enfrentados.

O Grupo Libra é uma S/A e um dos maiores operadores portuários de logística e de comércio exterior do Brasil. Tem pouco mais de 70% da receita proveniente dos terminais portuários que operam em Santos e no Rio. “Este significativo investimento no terminal do Rio de Janeiro tem gerado uma grande transformação, porque estamos atuando em várias frentes simultaneamente: TI, equipamentos, ampliação na infraestrutura e na gestão de pessoas”.

O objetivo do presidente é aplicar este investimento até o final de 2015 para dobrar o espaço de armazenagem (carga LCL), ampliar o berço dos atuais 545 metros para 715 (capacidade de operar dois navios pós Panamax ao mesmo tempo), ampliar a retroária em mais 40 mil metros, tendo em vista que 9 mil m² já entram em operação em outubro de 2013. “Vamos ampliar os atuais 315 mil Teus que movimentamos em 2012 para 630 mil, ou seja, dobrar a nossa capacidade anual até o início de 2015”, colocou Biasoli.

Para atingir esta meta, dois novos superporttêiners e 12 novos Pórticos e-RTGS (elétricos) chegam no segundo semestre do ano que vem. Quando perguntado sobre quais são os clientes dos terminais, Biasoli foi pragmático em contar que existem quatro grupos que são igualmente importantes para o terminal: armadores,importadores e exportadores, representantes dos exportadores/importadores (despachantes aduaneiros) e agentes de carga internacional.

“Estamos com três grandes processos de mudanças simultâneos na área de tecnologia da informação – TOC, WMS e sistema de ERP. A SAP, líder mundial de gestão empresarial, foi a plataforma escolhida e estamos cientes que isto, somado a troca de servidores, tem gerado muita dificuldade e instabilidade para os clientes do terminal nas últimas semanas”, explica.

Em relação aos problemas operacionais recentes, o presidente da Libra Terminais contou ao NetMarinha que de junho e agosto houve quatro omissões de escalas por parte dos armadores. Isto significa que os contêineres já estavam posicionados no pátio para exportação. O navio, não escalando, acaba prejudicando a todos, em especial os clientes de carga consolidada. Isto foge totalmente do nosso controle, complementa Biasoli.

Quando perguntado do porquê da cobrança para o perãodo de armazenagem ser reduzida de dez para sete dias, ocasionamdo um maior custo para os clientes, Biasoli respondeu: Caiu para sete para incentivar o giro mais rápido da carga no terminal que, aliás, é uma prática mundial. As cargas devem ficar o menor tempo no terminal, conta o presidente.

Recentemente o novo Joint NGX e armadores, como a CMA e China Chipping, estão levando seus serviços para o Porto de Sepetiba, mas isto é em função de calado e novos navios que estão entrando em operação. Este novo joint da ASIA será composto por navios de uma nova geração, acima de 306 metros. Estes navios não entram no porto do Rio de Janeiro devido a restrições ainda não resolvidas. Este é um problema do porto e não da Libra.

E a decisão da entrada desta classe de cargueiros foi tomada levando em consideração a maioria dos portos da costa brasileira. É o porto do Rio que precisa se adaptar a nova demanda de navios, salienta.

Finalmente, quando perguntado sobre a falta de autonomia nos gestores do Terminal do Rio de Janeiro ou mesmo sobre a falta de conhecimento técnico por parte dos executivos que trabalham no dia a dia do terminal, críticas feitas pelos próprios usuários do Terminal do Rio, Biasoli disse que isto não faz sentido.

“Gostamos de misturar culturas e disciplinas, mas estes executivos passam por muito treinamento e investimos em gestão antes de iniciarem as atividades profissionais. Temos interesse de operar outros terminais no Brasil.

Para isto uma gestão profissional e com autonomia é fundamental, concluiu Biasoli. Com o aumento ainda tímido de novos terminais portuários Brasil, em especial na cidade do Rio De Janeiro, é esperar para ver.