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Clippings - 16/01/17

Primeiras auditorias de conteúdo local de 2017 resultam em multa

As três primeiras auditorias de conteúdo local divulgadas em 2017 pela ANP resultaram na aplicação de multa por descumprimento dos índices previstos nos contratos da Petrobras. Os blocos fiscalizados foram o S-M-1480 e S-M-1482, que resultaram em multas de baixo valor, e o REC-T-181, que gerou punição de R$ 1,641 milhão.

O REC-T-181, na Bacia do Recôncavo, foi contratado na 9ª rodada da ANP – a partir da 7ª rodada, as regras dos leilões preveem punições maiores por descumprimento de conteúdo local – e resultou na declaração de comercialidade do campo de Tapiranga Norte, após a perfuração de três poços entre 2009 e 2011.

A multa de R$ 1,641 milhão foi aplicada pelo descumprimento de conteúdo local no afretamento da sonda, com 60% realizado, de 90% previsto no contrato; no revestimento dos poços, com 73% de 100%; e na aquisição de coluna de produção, com 86% de 97%.

Isso resultou em um conteúdo global de 71% frente aos 80% previstos. Nos itens e subitens, a Petrobras conseguiu superar o índice de nacionalização previsto, com destaque para brocas (70% de 5% contratado) e na contratação da sísmica cuja aquisição e o processamento tiveram 100% de conteúdo local de 75% e 60% previstos, respectivamente.

Da multa aplicada, a Petrobras pagou R$ 1,149 milhão, beneficiando-se de um desconto concedido quando o concessionário não recorre contra a punição.

Nos casos dos blocos S-M-1480 e S-M-1482, na Bacia de Santos, os contratos da 5ª rodada, cujas regras previam punições menores e não detalhavam os compromissos nos cerca de 70 itens e subitens – regra criada a partir da 7ª rodada. As multas aplicadas totalizaram R$ 43 mil, dos quais foram pagos R$ 25 mil, por terem sido atingidos índices com reprocessamento de sísmica. Não foram feitos investimentos em novos levantamentos ou poços nas áreas.

A ANP já concluiu e publicou 386 auditorias de conteúdo local que resultaram na aplicação de multa em 119 casos. Em 2015, o valor das multas aplicadas foi de R$ 458 milhões, caindo para R$ 30 milhões em 2016, acompanhando a redução no número de auditorias tornadas públicas, de 70 para 41.