O primeiro FPSO de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, terá uma taxa de retorno interno (IRR) de 20% com o preço do barril a US$ 50. De acordo com o CFO da Total, Patrick de la Chevardière, a rentabilidade do investimento pode ser ainda maior caso o preço do barril suba.
O executivo também lembrou que os custos do projeto podem cair ainda mais, caso a moeda brasileira se desvalorize. Chevardière afirmou que Libra é uma oportunidade para a Total ampliar sua relação com a Petrobras e que a petroleira francesa terá novos projetos no Brasil em breve.
“Reconhecemos a Petrobras como uma boa operadora, que tem ótimos ativos e com quem gostamos de trabalhar. (…) Estamos muito felizes por expandir nossa exposição neste mercado que tem ativos de alta qualidade”, afirmou o executivo.
Na semana passada, a Total e a Petrobras assinaram um memorando de entendimento com dois anos de duração para colaboração em ativos de upstream e projetos na área de gás e de geração térmica.
As companhias já trabalham juntas no consórcio de Libra, formado ainda pela Shell, CNPC e CNOCC. A área de Libra entrará em produção em 2017, por meio de um TLD. O FPSO Pioneiro de Libra foi contratado ao consórcio OOG/Teekay e já está com as obras 80% concluídas.
Resultado
A Total teve lucro de US$ 1,98 bilhão no terceiro trimestre de 2016, alta de 86% em relação aos ganhos de US$ 1,06 bilhão do mesmo perãodo do ano passado. As receitas da petroleira francesa entre julho e setembro somaram US$ 37,4 bilhões, diminuição de 8% na comparação com o faturamento de US$ 40,6 bilhões dos mesmos meses em 2015.