As primeiras contratações de sistemas submarinos para a área de Libra, no cluster do pré-sal da Bacia de Santos, devem ser fechadas em 2016. A previsão é do executivo-chefe de Operações da Cameron, Scott Rowe, que, apesar dos escândalos de corrupção no Brasil e a mudança na diretoria da Petrobras, acredita que o projeto será posto em prática de qualquer forma.
“(Diante desses problemas) Não veremos o nível de atividade historicamente registrado no Brasil, (mas) o projeto de Libra seguirá, em última análise, adiante”, disse o executivo em conferência com investidores.
O mercado ainda trabalha com a possibilidade de que a Petrobras lance uma licitação para contratar as primeiras árvores de natal molhadas para Libra neste semestre. A expectativa é que a estatal demande equipamentos com especificações semelhantes às das ANMs adquiridas para outros projetos no pré-sal, exigindo ajustes necessários para adaptá-las às condições específicas da área.
A estratégia de contratação, no entanto, deve ser bem diferente. A expectativa é que os equipamentos sejam contratados em pacotes menores, diferentemente do que vinha acontecendo no caso dos grandes frame agreements (contratos guarda-chuva) fechados entre a Petrobras e seus principais fornecedores, FMC Technologias, Aker Solutions e Cameron.