
A PRIO encontrou indícios de óleo no poço 3-PRIO-1-RJS, também conhecido como Maracanã, informou a companhia em comunicado na segunda-feira (8). O poço começou a ser perfurado em abril deste ano, em lâmina d’água de 978 m, como parte da segunda fase de revitalização do campo de Frade, na Bacia de Campos.
A companhia encontrou indícios de óleo em dois objetivos no prospecto Maracanã: o primeiro, no arenito do Eoceno, apresentou uma coluna de 36 m de óleo, com rocha de 28% de porosidade e pressão inicial original, enquanto o segundo foi encontrado no arenito do Mioceno, com porosidade de 29%.
“Ao longo dos próximos meses, a companhia aprofundará os estudos técnicos em ambos os objetivos, podendo inclusive optar por perfurar mais um poço de extensão, com o intuito de delimitar a área e consequentemente o volume (VOIP) dos mesmos. Se comprovadas economicamente viáveis, essas acumulações poderão abrir caminho para mais uma frente de desenvolvimento no campo de Frade”, afirmou a PRIO no comunicado.
O plano de revitalização de Frade possui, como objetivo, aumentar o fator de recuperação do ativo e atender às condições da ANP para a extensão da concessão até 2041. A segunda fase do plano foi iniciada com a produção do poço MUP5, em março, e a previsão é que haja uma terceira fase do projeto, ainda em estudo.
Além de Frade (100%), a PRIO é operadora dos campos de Wahoo (64,3%), Albacora Leste (90%) e o cluster de Polvo/Tubarão Martelo (100%), todos na Bacia de Campos. Na fase exploratória, possui 100% de participação em Itaipu, também em Campos, e 100% nos blocos FZA-M-539 e FZA-M-254, na Bacia de Foz do Amazonas.
Fonte: Revista Brasil Energia