
A petroleira independente PRIO acredita que uma segunda onda tomará o mercado produtor de petróleo de pequenas e médias empresas. A perspectiva é de que ativos de menor porte passem a ser viáveis, segundo o gerente de Engenharia de Poços e Subsea da companhia, Jean Carlos Calvi. Ele participou nesta terça-feira, 11, do evento de lançamento do Anuário do Petróleo no Rio 2023, produzido pela Firjan.
Como meio de tornar os campos menores mais viáveis, o que explicaria a nova onda de negócios, ele citou a interligação de 33 km dos campos de Wahoo e Frade, na Bacia de Campos, em 2024. Wahoo é considerado um campo de baixa economicidade, que não sairia do papel não fosse a operação de tie back. A projeção é de produção de 40 mil barris por dia. O campo foi descoberto em 2008 e vendido pela BP à PRIO em 2020.
O projeto terá quatro poços produtores interligados ao FPSO de Frade e dois injetores. Está prevista a instalação de linhas rígidas de 9″ de diâmetro e bombas multifásicas para exportar a produção de Wahoo a Frade.
A expectativa do executivo é de que se torne cada vez mais recorrente o compartilhamento de unidades produtoras entre campos para gerar ganhos de eficiência e produtividade, como em Wahoo.
Com a expectativa de ampliar a vida útil dos campos, a PRIO prevê também mais investimentos. “Tem muito a se extrair no Brasil. Daí a busca por parceiros que entendam desse business. Esses negócios demandam muita eficiência. Há um mar de oportunidades na Bacia de Campos”, afirmou Calvi.
A projeção da companhia é investir mais de R$ 1 bilhão nos próximos três anos. Nos últimos sete, foram cerca de R$ 3,5 bilhões.
Fonte: Revista Brasil Energia