A P-35 e a P-32, plataformas que atuam no campo de Marlim, na Bacia de Campos, registaram problemas operacionais no último fim de semana. Os incidentes ocorreram um dia após a sonda Norbe VIII, da Odebrecht, sofrer uma explosão no campo e deixar três mortos.
A P-35 teve um indício de incêndio devido a um vazamento de glicol, em alta temperatura, do sistema de regeneração do produto. O fogo foi extinto com uso da mangueira da plataforma poucos minutos após o princípio do incêndio. Já no caso da P-32, a proteção de segurança de uma escada se desprendeu no convés da plataforma e caiu. De acordo com o Sindipetro, a estrutura estava corroída e, ao desabar, quebrou a haste de uma válvula.
“O acidente foi provocado pelas fortes rajadas de vento que ocorrem na região de operação da plataforma”, justificou a Petrobras.
Na semana passada, o sindicato havia informado que o elevador principal e o elevador de carga da plataforma estavam apresentando problemas e precisaram operar manualmente.
Ambos os acidentes não deixaram feridos, mas na P-35 a produção foi temporariamente interrompida e retomada logo após o controle do incêndio. A Petrobras afirmou que está trabalhando para restabelecer o acesso ao local onde a escada da P-32 caiu, além de ter se comprometido a convocar uma comissão para investigar as causas do incidente na P-35.
O campo de Marlim tem nove plataformas que serão desativadas entre este ano e 2024, as unidades P-18, P-19, P-20, P-26, P-32, P-33, P-35, P-37 e P-47.