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Clippings - 03/11/15

Produção da BG no Brasil dobrou no terceiro trimestre

A produção brasileira da BG dobrou no terceiro trimestre, chegando a 158 mil boe/dia. Ao todo, a produção global da companhia cresceu 26% no perãodo na comparação anual, num total de 716 mil boe/dia. Apesar de queda na produção egípcia, a companhia teve crescimento também na Noruega e na Austrália.

Em agosto, o FPSO Cidade de Itaguaí entrou em produção no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, e se tornou o maior produtor de petróleo do Brasil. O projeto é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG (25%) e a Petrogal (10%).

De acordo com Helg Lund, CEO da BG, os resultados de produção do trimestre ficaram além do esperado. “Estamos felizes com o progresso nos negócios de upstream, no qual entregamos crescimento, melhoramos a segurança e a confiança e fizemos iniciativas para melhorar custos e produtividade”, afirmou.

Lava Jato

A BG reafirmou que está monitorando o desenvolvimento dos FPSOs replicantes e, caso haja novos atrasos devido á Operação Lava Jato, poderá implementar planos de contingência.

A companhia afirmou que, mesmo com as dificuldades que está observando no país, observa que a Petrobras permanece comprometida com os desenvolvimentos no pré-sal. Os oito FPSOs replicantes foram encomendados à Engevix, que está envolvida nas investigações e, atá agora, somente o casco da P-66 foi entregue.

Resultados do trimestre

A BG teve um prejuízo de US$ 101 milhões entre julho e setembro, frente ao lucro de US$ 1,5 bilhão do mesmo perãodo de 2014. As receitas somaram US$ 4,2 bilhões, queda de 9,5% na comparação anual.

Nos nove primeiros meses do ano, a empresa teve lucro de US$ 2,4 bilhões, diminuição de 40% em relação ao ano passado. A receita acumulada nos nove meses foi de US$ 12 bilhões, retração de 20%.

A companhia informou que os investimentos do terceiro trimestre foram todos para a área de upstream. Ao todo, os investimentos somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 32% na comparação anual. A maior parte foi voltada para desenvolvimento, com destaque para os ativos brasileiros, que receberam US$ 687 milhões.

A empresa espera que o capex ao final de 2015 fique em US$ 6,5 bilhões, diminuição de 30% em relação a 2014. O Brasil foi uma das regiões que recebeu os maiores cortes, devido ao aumento da produtividade de perfuração no país.