A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17/7) que sua produção de petróleo no país em junho cresceu 0,6% em relação a maio, com 2,2 milhões de barris/dia. A petroleira atribuiu o resultado ao retorno à produção, após parada programada, da P-43 – localizada nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos- e do FPSO Cidade de Mangaratiba, no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.
A produção na Bacia de Campos, no entanto, voltou a cair em junho, aproximadamente 3%, em relação ao mês anterior, após uma leve alta em maio, na mesma comparação.
A produção total de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior foi de 2,81 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 0,53% em relação a maio. Desse total, 2,70 milhões boed foram produzidos no Brasil e 113 mil boed no exterior.
A produção de petróleo no pré-sal foi recorde no mês, com 1,35 milhão bpd, levando em consideração a parcela dos sócios nas áreas. No dia 19 de junho, também foi registrado recorde diário, de 1,69 milhão de boed.
Contribuíram para esse resultado o início de produção da P-66, no campo de Lula, e a entrada em produção, ao longo deste ano, de novos poços produtores conectados aos FPSOs Cidade de Caraguatatuba, Cidade de Ilhabela, Cidade de Maricá, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Saquarema – todos instalados na Bacia de Santos.
Gás
Em junho, a produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 80,3 milhões de m³/d, 1,8% acima do mês anterior. Esse aumento decorre, principalmente, do retorno à produção do FPSO Cidade de Mangaratiba.
Em junho, a produção de petróleo nos campos do exterior foi de 65 mil bpd, volume 0,1% acima do mês anterior. A produção de gás natural foi de 8,1 milhões de m³/d, 13% abaixo do volume produzido em maio de 2017. Essa redução foi consequência, principalmente, da menor demanda de produção de gás na Bolívia e da redução da produção do campo de Hadrian South, nos EUA.