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Clippings - 04/12/15

Produção de gás em MG pode chegar a 13 milhões de m³/dia, prevê CNI

A produção de gás natural do estado de Minas Gerais, hoje nula, pode chegar a 13 milhões de m³/dia em 2050, de acordo com projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para isso, seria necessário investir US$ 12,4 bilhões em exploração e produção em áreas da Bacia do São Francisco no perãodo de 2017 a 2050.

O estudo prevê que Minas se torne autossuficiente em gás natural por volta de 2026, caso os investimentos permaneçam em ritmo estável. “Com o aumento da produção, os preços podem cair de US$ 12 para US$ 7/milhão de BTU, estimulando o consumo de gás no setor industrial”, afirmou a CNI. A previsão é que a demanda das indústrias, hoje de 2,5 milhões de m³/dia, suba para 12 milhões de m³/dia em 2050.

Os preços mais baixos devem favorecer especialmente às indústrias eletrointensivas, como siderurgia, pelotização de minério de ferro, alumínio, química, papel e celulose, vidro e cerâmica, setores que têm visto “uma rápida deterioração da competitividade nos mercados doméstico e internacional”, destacou o estudo.

O diretor Comercial da Gasmig, Sérgio da Luz Moreira, afirmou que Minas tem um grande potencial de produção e consumo de gás, mas ainda é sufocado pelos altos preços. Já Marco Antonio Castelo Branco, diretor presidente da Codemig, explicou que a falta de clareza e a lentidão nos processos regulatórios, como licenciamento ambiental, também têm desestimulado investimentos no setor.

Outra contribuição da produção de blocos onshore para o estado é a criação de novos postos de trabalho. A CNI prevê que o setor petróleo crie uma média de 2.600 empregos diretos e indiretos por ano a partir de 2020. Além disso, a arrecadação do governo pode ter um acréscimo de US$ 8,9 bilhões ao final dos próximos 35 anos, sendo 30% de imposto de renda, 29% de royalties e 41% de impostos indiretos.

O estudo “Exploração e Produção de Gás Natural em Minas Gerais: Estimativa dos Benefícios Econômicos e Sociais” foi lançado pela CNI e pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) na última semana, em Belo Horizonte (MG).