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Clippings - 07/08/18

Produção em Papa-Terra segue nas mínimas

Campo produziu 2,94 mil barris/dia em abril, volume menor do que o do primeiro mês de produção

A produção de petróleo no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, atingiu em abril deste ano o seu menor nível histórico, mesmo em relação ao primeiro mês de produção em novembro de 2013. De acordo com levantamento da BE Petróleo, o campo produziu uma média de 2,94 mil barris/dia de petróleo naquele mês em um sistema projetado para produzir 140 mil barris/dia.

Tendo a Petrobras (operadora) e Chevron como concessionárias, o campo produz atualmente por meio de três poços, de acordo com dados da ANP, interligados a duas plataformas: o FPSO P-63, a primeira TLWP do país, e a P-61 que opera acoplada uma sonda do tipo tender assisted drilling (TAD).

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Papa-Terra chegou a produzir 34 mil barris/dia na fase inicial do seu desenvolvimento. De lá para cá, a produção vem caindo mês a mês até chegar ao piso histórico em abril. Em maio e junho, o ativo registrou uma leve recuperação mas ainda em níveis próximos ao do primeiro mês de produção.

A produção de água, por sua vez, é crescente, tendo atingido o nível de 19 mil barris/dia em junho deste ano. Vale lembrar que esse volume ocupa capacidade de processamento de líquidos nas plataformas,  reduzindo a recuperação de óleo.

A Petrobras previa colocar no fim de 2017 um projeto-piloto de injeção de polímeros no campo, visando o aumento da eficiência do projeto. Consultada sobre o andamento do projeto, a empresa não respondeu o pedido a tempo do fechamento da reportagem.

O objetivo do projeto de injeção de polímeros, desenvolvido pela Petrobras no Cenpes, é elevar a viscosidade da água com aumento da eficiência de varrido, isto é, o arraste do óleo pela água produzida pelo campo. Esperava-se assim aumentar a produção de óleo.

“O piloto consistirá na injeção de água viscosificada por meio de polímeros em um poço injetor conectado ao reservatório, com o objetivo de validar os estudos realizados pelo Cenpes, suportando a ampliação em caso de sucesso. Vale ressaltar que essa é uma tecnologia muito recente na indústria mundial de óleo e gás e ainda existem estudos sendo realizados quanto à aplicação do método no campo de Papa-Terra”, informou a Petrobras, em 2016, quando o projeto recebeu aval da ANP.

Em agosto de 2015, a ANP determinou que a Petrobras apresentasse um novo plano de desenvolvimento do campo. A determinação foi revogada após a Petrobras apresentar o projeto de injeção de polímeros.

Fonte: Revista Brasil Energia